A crise dentro do bolsonarismo ganhou novos contornos neste domingo (9), quando o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) partiu para o ataque contra o governador Mauro Mendes (União Brasil), em uma publicação explosiva na rede social X (antigo Twitter). O filho do ex-presidente chamou o governador de “frouxo”, “covarde” e “bosta”, reacendendo as tensões internas no grupo que, até pouco tempo, marchava unido sob a mesma bandeira política.
A reação furiosa de Eduardo foi uma resposta direta à fala de Mendes, que havia afirmado que o parlamentar, atualmente nos Estados Unidos, estava “falando merda” sobre o cenário político brasileiro. O embate público escancarou uma cisão entre antigos aliados, revelando não apenas ofensas pessoais, mas também um choque de estratégias e egos sobre como enfrentar as ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ambos acusam de perseguição política.
“Do jeito que veio, voltou. Depois falam que eu sou brigão, mas se eu nada fizer diante desta mentira, vai parecer que ele tem razão — e outros ficarão estimulados a imitá-lo”, declarou Eduardo Bolsonaro ao justificar sua resposta ao governador.
Eduardo foi além dos ataques pessoais e embasou sua resposta mencionando a carta de Donald Trump sobre o tarifaço imposto ao Brasil. “Caso o governador de Mato Grosso não tenha lido, a carta do Trump fala que o tarifaço é por conta da perseguição que Moraes tem liderado contra Jair Bolsonaro”, declarou o deputado. Ele ressaltou que o documento do ex-presidente americano cita diretamente a perseguição a Bolsonaro e seus apoiadores, a expulsão da rede X do país e a falta de transparência nas eleições de 2022.
Para o deputado, a carta de Donald Trump legitima internacionalmente suas denúncias contra o Judiciário brasileiro. Ele encerrou com um desafio provocador.
“Vai aceitar o meu desafio ou vai continuar só no discursinho, gogodô político?, finlizou.
O embate entre Eduardo Bolsonaro e Mauro Mendes expôs uma das mais duras fraturas dentro do bolsonarismo, revelando não apenas disputas de ego e poder, mas também divergências sobre o rumo político do grupo. Enquanto o governador tenta se distanciar dos embates ideológicos mais radicais, o filho do ex-presidente reforça o discurso de confronto e perseguição, reacendendo as chamas da polarização nas redes sociais.

































