Agro protagonista na COP

O ministro da Agricultura e Pecuária, senador Carlos Fávaro, do PSD de Mato Grosso, afirma que o Brasil chegará à COP-30 como protagonista, apresentando ao mundo um modelo de agropecuária que integra produção e preservação ambiental. Durante o evento, o país destacará iniciativas como bioinsumos, rastreabilidade e energias renováveis, demonstrando seu compromisso com a agricultura de baixo carbono. Fávaro ressaltou que mais de 60% do território nacional é preservado, graças a um Código Florestal restritivo, transformando a conservação em ativo estratégico. Como exemplo de ação concreta, citou o programa Caminho Verde Brasil, que prevê a recuperação de 40 milhões de hectares degradados, com investimentos de R$ 50 bilhões e 5 milhões de hectares já recuperados.Segundo ele, a empresa brasileira de apoio à agropecuária (Embrapa) terá papel relevante na conferência, mostrando os avanços em bioinsumos que reforçam a sustentabilidade da produção nacional.
Agro protagonista na COP 2

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), que integra a missão oficial do Senado Federal na COP-30 em Belém, levará a conferência a representação de Mato Grosso como polo de produção sustentável e desenvolvimento logístico. Em sua agenda, o senador, que é pré-candidato ao governo estadual, aponta que o Estatuto do Pantanal, recentemente tornado lei, busca conciliar o uso econômico, com a conservação e a promoção de pesquisa no bioma. Outro destaque que Fagundes levará será a hidrovia Paraguai-Paraná como ponto fundamental para a redução de custos logísticos e fortalecimento da Zona de processamento de Exportações (ZPE) de Cáceres. O parlamentar mato-grossense também destacará no debate o etanol verde como saída de combustível ecológico voltada para a aviação de baixo carbono.
Nordeste na COP

O Consórcio dos governadores dos estados do Nordeste levarão uma agenda unificada para a COP-30, em Belém, com o objetivo de consolidar a região como uma voz crucial na ação climática global. A estratégia inclui uma presença articulada nas “Zonas Verde” e “Azul”, onde os gestores nordestinos buscarão destacar o enorme potencial da região em energias renováveis baseada na sua rica biodiversidade. Um dos marcos será a inauguração do “Espaço Brasil Nordeste” no dia 11 de novembro, onde será apresentado as potencialidades da região. No dia 12, acontecerá o lançamento do “Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica” (PTE-NE), um documento guia para uma transição ecológica justa e de baixo carbono. A programação também dará destaque fundamental ao bioma da Caatinga, único exclusivamente brasileiro, que enfatiza o seu papel no sequestro de carbono.
Sem biodiesel na COP

A Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) manifestou nesta última quinta-feira, 6 de novembro, uma forte crítica à decisão da Petrobras de promover o diesel coprocessado (chamado “diesel R” ou HBIO) como vitrine de transição energética durante a COP-30. De acordo com a Frente, o produto é majoritariamente fóssil, não atende às especificações legais de biocombustível e sua promoção no evento pode configurar uma prática de “greenwashing”, que é quando empresas, organizações ou governos promovem uma imagem falsa, exagerada ou prática enganosa de compromisso com a sustentabilidade. A entidade alerta que a escolha desconsidera propostas técnicas do setor de biocombustíveis, que ofereciam o uso de B25 ou B100, que são soluções renováveis, rastreáveis e com menor impacto ambiental.
COP, “fracasso bilionário”

Já o líder da oposição bolsonarista ao governo Lula na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), numa feroz e ferrenha crítica, classificou a COP-30 como um “fracasso bilionário” e uma “vergonha internacional” sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Zucco enumera uma série de supostas irregularidades, que vão desde a denúncia de superfaturamento na contratação de uma organização estrangeira para promover o evento, alvo de uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU), numa organização descrita por ele como “caótica”, com relatos de esvaziamento, falhas logísticas grotescas e falta de estrutura básica, como hospedagem e água potável – sem contar os preços abusivos de alimentação no local, até a hipocrisia no contraste entre o discurso ambiental e a hospedagem de luxo da comitiva oficial em navios.
Cúpula de Altamira, na Pré-COP

Servidores do MAPA participaram, ainda, da abertura da Cúpula (Summit) de Altamira 2025, evento oficial da Pré-COP-30 realizado a 816 km da capital paraense. O encontro reuniu representantes de 26 países com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional por cadeias produtivas sustentáveis e livres de desmatamento. O secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro, reforçou o compromisso do Brasil em aliar produtividade, conservação ambiental e inclusão social. A programação incluiu workshops, painéis técnicos e visitas a produtores locais para troca de experiências sobre sustentabilidade e rastreabilidade. A iniciativa, apoiada pela União Europeia, busca dissociar a produção agrícola do desmatamento até 2030. Com essa participação, a ideia do governo brasileiro é reafirmar o protagonismo brasileiro na agenda global de sustentabilidade.
Floresta financeirizada

O Brasil chega à 30ª edição da Conferência sobre mudança no clima das Nações Unidas (COP-30), em Belém, não apenas para negociar, mas para implementar soluções, de acordo com o governo brasileiro. A proposta mais ousada é o “Fundo Florestas Tropicais para Sempre”, um mecanismo financeiro global que remunera países pela conservação de florestas com base em hectares preservados, sendo 20% dos recursos destinados a povos indígenas e comunidades tradicionais. Outra iniciativa central é a “Coalizão Aberta para Mercados de Carbono Regulados”, que visa estabelecer padrões comuns e impulsionar a negociação de créditos com integridade ambiental. Com essa agenda de ação, o país busca destravar um financiamento climático global da ordem de quase R$ 7 trilhões, posicionando o país como um líder na governança ambiental internacional.
Eco Invest na COP

O Ministério da Fazenda do Brasil está mobilizando recursos para a promoção da transição ecológica. O destaque é para o programa “Eco Invest Brasil”, que em menos de um ano já captou mais de R$ 75 bilhões em leilões para projetos sustentáveis. Paralelamente, o país busca fortalecer sua presença no mercado internacional de capitais com a emissão de R$ 21,52 bilhões em títulos soberanos sustentáveis, que são recursos lastreados dentro de um arcabouço direcionado para o Fundo Clima. A atração de investidores é facilitada por inovações como a proteção cambial , que mitiga riscos para capitais estrangeiros. O quarto leilão do “Eco Invest Brasil”, com foco na bioeconomia da Amazônia, será lançado durante a COP-30, em Belém, visando o compromisso de aliar desenvolvimento e preservação.
Eco-empregos

Dados do Ministério da Fazenda mostram que, desde 2023, foram criados 3,7 milhões de postos de trabalho, demonstrando que a agenda ambiental tem sido um vetor de prosperidade para o Brasil num movimento que impulsiona os “setores verdes”. Com o retorno do país ao grupo das dez maiores economias do mundo, em 2024, registrando ao mesmo tempo a menor taxa de pobreza e desigualdade de sua história, os programas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Mobilidade Verde (Mover), incentivam a inovação e a industrialização sustentável, com bilhões em financiamento. Esse resultado demonstra que a proteção do meio ambiente e o crescimento econômico podem andar juntos, criando uma nova economia de baixo carbono que distribui renda e oportunidades.
Força-tarefa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) iniciou uma força-tarefa especial para intensificar a vigilância sanitária nos principais pontos de entrada de Belém durante a COP-30. A ação, coordenada pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), foi motivada pelo aumento expressivo no fluxo de viajantes de mais de 190 países. Cerca de 40 servidores atuam no aeroporto internacional, base aérea e porto da cidade, inspecionando bagagens de passageiros vindos do exterior. O objetivo é impedir a entrada de produtos agropecuários irregulares que possam introduzir pragas e doenças no território nacional. A operação conta com apoio integrado da Polícia Federal, Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outras instituições. Para o secretário Carlos Goulart, a medida é essencial para proteger o patrimônio agropecuário brasileiro em momento de grande visibilidade internacional.































