Santa Catarina viveu uma semana em que política, gestão pública e eleições futuras ocuparam as manchetes. Três temas se destacaram: o ato em Florianópolis contra propostas polêmicas que tramitam em Brasília, o pioneirismo de Lages ao instalar câmeras em todas as escolas municipais e a pesquisa que mostra um retrato inicial da corrida ao Senado em 2026.
PEC da Blindagem e PL da Anistia: protestos em Florianópolis colocam SC no centro do debate democrático
Florianópolis registrou manifestações contra a chamada PEC da Blindagem e o PL da Anistia, iniciativas que tramitam no Congresso e são criticadas por criarem mecanismos de proteção para políticos em detrimento da transparência e da responsabilização.
A mobilização reuniu entidades civis e cidadãos preocupados com os efeitos dessas propostas sobre o equilíbrio institucional. Não é a primeira vez que a capital catarinense se coloca como palco de debates de alcance nacional.
O recado dos manifestantes foi claro: a sociedade acompanha com atenção as movimentações em Brasília e espera que a bancada federal do estado se posicione em favor da democracia.
Videomonitoramento em Lages: avanço tecnológico ou vigilância excessiva?
A prefeitura de Lages concluiu a instalação de câmeras em todas as unidades municipais de ensino. O sistema é anunciado como reforço na segurança escolar, um tema sensível após episódios de violência registrados em várias partes do país.
Pais e professores comemoram a iniciativa, mas especialistas levantam questionamentos: quem terá acesso às imagens? Há protocolos claros de uso? O investimento será sustentável no longo prazo?
A tecnologia é ferramenta importante, mas não substitui políticas de prevenção, acolhimento psicológico e programas de convivência escolar. Lages se destaca como pioneira, mas a experiência mostra que segurança vai além da vigilância eletrônica: exige cuidado humano e políticas públicas estruturadas.
Pesquisa eleitoral aponta favoritos ao Senado em SC: polarização garantida
Uma pesquisa da Real Time Big Data, com 1.200 entrevistados, revelou os primeiros números da disputa ao Senado em 2026. Carlos Bolsonaro lidera com 45%, seguido por Caroline de Toni (33%) e Esperidião Amin (21%). Em cenários sem Bolsonaro, Amin sobe para 27%, mostrando que ainda é uma alternativa competitiva.
Os dados confirmam a força de candidaturas ligadas à polarização nacional, mas também indicam espaço para nomes de perfil mais tradicional. Amin, com trajetória reconhecida no estado, mantém eleitorado fiel e pode ampliar sua base se o quadro se alterar.
O desafio para todos os pré-candidatos será equilibrar discurso e proposta: entre a retórica de confronto, que mobiliza nichos ideológicos, e a experiência administrativa, que fala a um eleitor cansado de promessas.
O certo é que a eleição para o Senado em Santa Catarina já se desenha como uma das mais intensas do país.
O fio condutor: política, tecnologia e escolhas de futuro
Os três episódios refletem um mesmo dilema: como Santa Catarina vai se posicionar diante de pressões nacionais, da busca por soluções locais e de escolhas eleitorais decisivas.
Protestar, investir em tecnologia e definir representantes no Congresso são etapas diferentes de um processo que, no fundo, aponta para a mesma questão: o futuro do estado depende de planejamento, transparência e coerência.

















