Em um recado direto ao bolsonarismo, a senadora Margareth Buzetti (PSD) causou polêmica nesta quarta-feira (23.07) ao declarar que esse ciclo político precisa chegar ao fim. Ela lançou um apelo para que a direita abandone os discursos radicais e construa uma nova liderança capaz de disputar o Palácio do Planalto em 2026. Sem poupar críticas, Buzetti atacou os defensores ferrenhos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), chamando-os de extremistas, e se autoproclamou representante da “verdadeira direita” — mais racional, segundo ela, e pronta para virar a página.
A senadora provocou polêmica ao criticar os apoiadores mais radicais de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante entrevista à Jovem Pan. “Minha vida inteira fui de direita, eu trabalhei, eu gerei emprego, eu gerei renda. Eu posso, sim, falar em nome da direita”, declarou. Ela acusou os defensores do deputado de agirem com extremismo.
“Esses radicais que estão aí esbravejando em nome de Eduardo Bolsonaro e não estão preocupados com o que acontece com o próprio Bolsonaro, que está com a saúde fragilizada, não é o caminho”, revelou.
Ao chamar Eduardo Bolsonaro de “moleque”, em entrevistas esta semana, Buzetti gerou forte reação entre bolsonaristas. O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) respondeu chamando a senadora de “vergonha de Mato Grosso”.
Após ser alvo de várias críticas, a senadora Buzetti reforçou seu posicionamento contra a polarização política e defendeu uma renovação no campo da direita. Ela afirmou que está disposta a contribuir para uma alternativa viável nas eleições de 2026.
“O que puder fazer para que a direita se reorganize, estarei junto. O Brasil é maior que essa disputa entre Lula e Bolsonaro”.
A senadora também destacou a importância de planejamento e apontou Tarcísio de Freitas como um possível nome para liderar esse novo caminho. “Ninguém é dono da direita ou da esquerda. Os dois extremos agem de forma parecida, sem pensar nas consequências”, declarou.
Apesar das declarações duras e polêmicas, a parlamentar têm buscado apresentar uma visão da direita que valoriza o trabalho e a moderação, ao mesmo tempo em que critica o radicalismo presente no campo conservador. Sua proposta enfatiza a necessidade de uma reorganização estratégica para construir uma alternativa política para 2026, distinta dos extremos atuais.



















