Novo relatório da ONU comprova que energias renováveis já são mais rentáveis, geram empregos e ampliam acesso à energia.
Por Humberto Azevedo
Num discurso emblemático, realizado na tarde desta terça-feira, a sede das Nações Unidas (ONU), o secretário-geral da entidade, António Guterres, afirmou que os países que insistem em adotar os combustíveis fósseis como fontes principais de geração de energia estão “sabotando suas economias”.
Segundo ele, ao abordar o novo relatório da ONU que comprova que as energias renováveis já são mais rentáveis, geram empregos e ampliam o acesso à energia, a ONU deve realizar com urgência reformas emergenciais para que processo da transição energética seja justo, com ações acontecendo em seis frentes.
Guterres acolheu dezenas de membros da comunidade diplomática e de negócios num dos mais de 70 eventos globais de lançamento do relatório “Um Momento de Oportunidade: Turbinando a Era da Energia Limpa”. O novo estudo destaca ganhos e ações para acelerar o processo em nível mundial.
O Brasil foi citado duas vezes durante o discurso do secretário-geral da ONU. Primeiro, Guterres lembrou que essa mudança ainda não é rápida ou justa o suficiente em meio a uma crise climática que vem arrasando vidas e meios de subsistência. Para o líder da ONU, as energias renováveis já quase se igualam aos combustíveis fósseis em capacidade instalada global.
COP-30

Na sequência, o líder da ONU disse que os países da Organização de Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a China já respondem por 80% da capacidade de energia renovável instalada no mundo. Somente o Brasil e a Índia representam quase 10%, enquanto a África apenas 1,5%.
O secretário-geral sublinhou que antes da 30ª edição da Conferência sobre mudança no clima (COP-30), que acontecerá no Brasil, em novembro, a entidade deve apresentar novos planos. Guterres convidou os líderes a apresentarem suas novas contribuições nacionais, (NDCs) em um evento no mês de setembro, durante a semana de alto nível da assembleia geral da ONU.
A recomendação é que esses planos climáticos cubram todas as emissões, em toda a economia, alinhando ao limite de 1,5 grau da temperatura para o planeta, integrando prioridades de energia, clima e desenvolvimento sustentável em uma visão coerente e cumpram as promessas globais.
Para que essa passagem da transição energética seja justa, o secretário-geral das Nações Unidas sugeriu ações em seis frentes pedindo urgência ao compromisso total dos governos com o futuro da energia limpa, solicitando “justiça” na transição energética. A seguir, Guterres indicou que o comércio deve se tornar numa ferramenta para a transformação energética. Por fim, pediu que sejam canalizados fundos para os países em desenvolvimento.

O secretário-geral frisou que a era dos combustíveis fósseis segue rumo ao fracasso dando lugar ao “alvorecer de uma nova era energética” de energia barata, limpa e abundante que alimenta um mundo desenvolvido em oportunidades econômicas. Nessa realidade, ele disse que as nações têm a segurança da autonomia energética e que a dádiva do poder é para todos.
Com informações de assessorias.




























