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Bolsotaxa de Trump turbina popularidade de Lula; 62% acham taxação injustificada

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O tiro saiu pela culatra. Edição extraordinária da pesquisa Latam Pulse, parceria da Atlas Intel com a Bloomberg, mostra que a conspiração contra o Brasil da ultradireita neofascista, comandada por Eduardo Bolsonaro (PL) junto ao governo Donald Trump, reverteu a curva de popularidade e turbinou a aprovação de Lula.

O levantamento, realizado entre os dias 11 e 13 de julho e divulgado nesta terça-feira (15), revela que a pauta do “eles contra nós”, sobre o golpe dos ricaços junto ao Congresso, e a bolsotaxa de Trump aumentaram a aprovação do presidente Lula.

Em maio, Lula tinha 45,4% de aprovação, índice que foi a 47,3% ao final de junho e chegou aos atuais 49,7%. Em sentido oposto, a desaprovação do presidente, que atingiu o pico de 53,7% em maio, caiu para 51,8% em junho e está em 50,3%, em situação de empate, dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

O estudo também mostra que a imagem de Trump é negativa para 63,2% dos brasileiros – apenas 31,9% vem o presidente dos EUA de forma “positiva”. Em novembro de 2023, 48% tinham imagem positiva e 47% negativa do mandatário estadunidense.

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Em relação à motivação da taxação de Trump, 40,9% apontam como retaliação pela ação brasileira junto aos Brics – bloco que une o Brasil à Rússia, Índia, China, África do Sul e outros sete países – e 36,9% atribuem à “atuação da família Bolsonaro junto a Donald Trump”. Outros 16,8% apontam como “retaliação contra decisões do STF sobre redes sociais americanas” e 3,5% como “desejo genuíno de tornar o comércio com o Brasil mais favorável aos EUA”.

A maioria dos brasileiros – 50,3% – acham que a ação de Trump “configura uma ameaça à soberania brasileira, sendo que 47,8% negam isso.

A resposta do governo Lula é considerada adequada para 44,8% dos brasileiros, outros 27,5% classificam como “agressiva” e 25,2% como “fraca”. A maioria – 47,7 contra 38,8% – acredita na capacidade do governo de chegar a um acordo e reduzir as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

A retaliação ao governo dos EUA tem apoio de 51,2% da população, enquanto 40,9% dizem que o país não deveria retaliar. O mesmo índice, de 51,2%, acredita que a melhor retaliação seria a reciprocidade, taxando os produtos dos EUA. Outros 28,6% são a favor do reforço das relações diplomáticas com rivais, como a China, e 14,5% acreditam que é “reduzir a dependência do dólar” – 2,4% citam a suspensão das patentes de medicamentos e não pagamento de direitos autorais e 1,5% fala em impor restrições a investimentos dos EUA.

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