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Trump ameaça China com tarifas sobre mais US$ 300 bilhões em produtos

JUNE 22, 2107 FILE PHOTO FILE - In this June 22, 2017 file photo, President Donald Trump speaks on the South Lawn of the White House in Washington. President Donald Trump is not known for plunging into the details of complex policy issues, and health care is no exception. Since his campaign days, Trump has addressed health care in broad, aspirational strokes. Nonetheless he made some clear promises along the way. (AP Photo/Alex Brandon, File)

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre “pelo menos” mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, mas disse acreditar que tanto a China quanto o México querem fazer acordos nas disputas comerciais com os EUA.

As tensões entre as duas maiores economias do mundo aumentaram acentuadamente desde que as conversas que visavam a acabar com uma guerra comercial acirrada fracassaram no início de maio.

Embora Trump tenha dito nesta quinta-feira (6) que as conversas com a China prosseguem, não houve encontros bilaterais desde 10 de maio, dia em que ele aumentou em 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar.

“Nossas conversas com a China, muitas coisas interessantes estão acontecendo. Veremos o que ocorre… eu poderia aumentar ao menos outros US$ 300 bilhões, e o farei na hora certa”, disse Trump a repórteres, sem especificar quais bens poderiam se afetados.

“Mas acho que a China quer fazer um acordo e acho que o México quer muito fazer um acordo”, disse Trump antes de subir a bordo do Força Aérea 1, no aeroporto irlandês de Shannon, para acompanhar as comemorações do Dia D na França.

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Em Pequim, o Ministério do Comércio chinês adotou um tom desafiador.

“Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, lutaremos até o fim”, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, em boletim à imprensa.

“A China não quer travar uma guerra comercial, mas tampouco tem medo de uma. Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, adotaremos as contramedidas necessárias e salvaguardaremos resolutamente os interesses da China e de seu povo”.

O Ministério do Comércio também divulgou relatório sobre como os EUA se beneficiaram de anos de cooperação econômica e comercial com a China, afirmando que as alegações norte-americanas de que Pequim se aproveitou do comércio bilateral são infundadas.

“Desde que o novo governo dos EUA tomou posse, vem desconsiderando a natureza mutuamente benéfica e vantajosa da cooperação econômica e comercial China-EUA e advogando a teoria de que os Estados Unidos foram ‘derrotados’ pela China no comércio”, disse a pasta em relatório.

Depois de dizer que não houve progresso “suficiente” nas formas de conter a imigração quando os dois lados se encontraram na quarta-feira, Trump disse hoje aos repórteres que o México avançou nas conversas, mas que precisa fazer mais.

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Por Steve Holland e Stella Qiu, da Reuters  Shannon (Irlanda) e Pequim

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