O secretário-chefe da Casa Civil e deputado federal, Fábio Garcia (União), minimizou a declaração dada por ele de que, se tivesse sido escolhido para disputar a prefeitura de Cuiabá no lugar do deputado estadual Eduardo Botelho (União), ele teria chegado ao segundo turno e, posteriormente, vencido a disputa. Garcia explicou que foi questionado se acreditava que, caso fosse o candidato, o resultado teria sido diferente, e ele apenas afirmou que sim.
“Se eu não acreditasse em mim mesmo e no meu projeto, por que eu colocaria meu nome à disposição? Eu só coloquei meu nome à disposição naquele momento porque acreditava que tinha o perfil adequado para fazer esses enfrentamentos, ganhar a eleição e administrar Cuiabá”, afirmou.
Antes da definição do partido, Garcia e Botelho disputaram internamente a candidatura do grupo político. Entretanto, Garcia foi preterido, e Botelho foi escolhido pelo governador Mauro Mendes (União) para a disputa. A declaração de Garcia foi feita na última segunda-feira (07), um dia após a votação.
Garcia, que foi o coordenador de campanha de Botelho, disse que esteve engajado desde o começo e que fez de tudo para que o candidato do União estivesse no segundo turno. O secretário também destacou que Botelho era o melhor nome para consertar Cuiabá e que, em nenhum momento, tentou desmerecer a candidatura do presidente da ALMT, afirmando que todos tiveram responsabilidade na derrota.
“O que eu disse na entrevista foi o que eu disse durante toda a minha pré-campanha. Em nenhum momento diminui o Botelho, em nenhum momento denegri ou ataquei ninguém do partido, nem o próprio Botelho. Eu já falei: o Botelho fez uma grande campanha, trabalhou demais, fez o que era possível, mas não conseguimos convencer. E não só o Botelho, porque ele não estava sozinho nisso. Todos nós que participamos não conseguimos convencer a população cuiabana de que o Botelho era a melhor opção”, disse.
Sobre ter declarado voto em Abílio, o secretário afirmou que a declaração foi feita após o partido ter liberado e enfatizou que nunca votou no PT, sempre se posicionando à direita. “Neste cenário, meu voto é do Abílio, que representa a direita neste pleito eleitoral, neste segundo turno”, finalizou.





















