Por VG Notícias
Um relatório elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução Ambiental do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) expôs inúmeras falhas na decisão do Governo de Mato Grosso de realizar o retaludamento do morro no Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, a 67 km de Cuiabá.
O relatório, assinado pelo analista geólogo Edvaldo José Oliveira, está parado no Ministério Público desde a sua assinatura, em 26 de agosto deste ano.
Segundo o relatório, apesar de se tratar de uma área de risco, a medida escolhida pelo Governo desconsidera o impacto na geodiversidade da região e, além disso, não é a medida mais eficaz para evitar a queda de blocos de rocha no local.
O documento analisa diversos outros documentos, elaborados inclusive pela própria Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) e conclui que a escolha do Governo será a de maior impacto e terá baixa eficiência.
“O maciço que se pretende retaludar resistiu aos últimos 120 milhões de anos aos diversos eventos que ocorreram na história geológica da Terra. Desconsiderar a importância dessa edificação geológica confronta qualquer pensamento de sustentabilidade”, diz trecho do relatório.

















