Thiago Novaes-RDMOnline
A Câmara de Vereadores de Cuiabá deve abrir, nos próximos dias, um novo pedido de cassação. Dessa vez, o alvo será o vereador Marcrean Santos (MDB), que se envolveu em uma confusão dentro do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) nos últimos dias.
O ocorrido foi denunciado pelo médico Marcus Vinicius Ramos que protocolou o pedido de cassação na última quinta-feira (13). O médico disse que o vereador causou tumulto ao vistoriar a UTI do HMC, gritando e fazendo ameaças aos servidores. Já o vereador alega que o médico estaria dormindo durante o expediente e não quis passar informações a respeito do estado de saúde de um familiar.
O vereador Luiz Fernando (União), que também é médico, se posicionou favorável ao pedido de cassação e afirmou que ele mesmo pretende entrar com um pedido de cassação.
“Eu vou representá-lo dentro desta casa, inclusive hoje nós teremos uma reunião no período da tarde com o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), inclusive com médico aqui já pedindo o decoro parlamentar do Marcrean Santos e já está sendo tramitada na comissão de ética e decoro. Eu acredito que o próprio CRM também vai ouvir o médico. Vai me ouvir como membro também da comissão de saúde, como parlamentar e médico que representa a categoria aqui, pra que nós possamos tomar as devidas providências, mas nós não vamos deixar isso passar em branco”, afirmou Luiz Fernando.
O parlamentar do União classificou o ocorrido como ato de invasão, já que Marcrean entrou na UTI sem autorização prévia do médico chefe e sem os devidos cuidados, colocando em risco a vida das pessoas.
“Ele adentrou sem técnicas de assepsia e antissepsia, sem IPI, sem máscara, sem o devido ‘apropriamento’, inclusive expondo, não só o colega médico, intimidando o colega médico, faltando com respeito e com ética profissional ali, mas também correndo-se um grande risco dele levar, para um ambiente onde já existem bactérias e vírus ali, de levar de fora uma bactéria ainda mais multirresistente, piorando ou matando mais pacientes que inclusive estavam despidos naquele momento e causando uma situação extremamente desagradável”, concluiu.
















