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Empresa anuncia paralisação após 7 meses de pagamentos atrasados da Secretaria de Saúde

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Por Vinicius Mendes, Gazeta Digital

Sem receber repasses há 7  meses, a empresa Grifort Gestão em Saúde, que presta serviço de lavagem, higienização e rouparia de hospitais e unidades de saúde de Cuiabá, anunciou que deve paralisar as atividades em 48h caso não haja repasse das dividas em aberto. Segundo a empresa, a dívida do Município já é de R$ 4.364.609,97.

 

O documento foi enviado ao procurador-geral de Justiça Deosdete Cruz Junior, ao presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) conselheiro José Carlos Novelli, ao presidente da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social do TCE, o conselheiro Guilmerme Maluf, ao secretário municipal de Saúde Guilherme Salomão dos Santos e ao diretor geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública Dr. Paulo Ross.

A Grifort Gestão em Saúde afirma estar passando por um dificuldades financeiras, visto que desde agosto de 2022 não recebe repasses da Secretária Municipal de Cuiabá. Eles citam ainda a falta de insumos para prestação de serviço.

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“Esta empresa vem passando por desequilíbrio econômico-financeiro devido à falta de pagamentos […] ficando impossibilitada de manter o atendimento na totalidade, devido ao estoque reduzido de insumos químicos para a desinfecção, higienização e esterilização do enxoval hospitalar, sem contar, ainda, com a dificuldade de honrar com os compromissos trabalhistas”, diz trecho do documento.

Seguindo a empresa, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deve no total R$ 2.560.856,90 e a ECSP deve, de valores acumulados desde outubro de 2022, R$ 1.803.753,07. A Grifort Gestão em Saúde ainda disse que tentou, em diversas ocasiões, obter alguma posição do Município sobre os pagamentos, mas não foi respondida.

“Não nos resta outra atitude senão o comunicado da paralisação parcial de lavagem, higienização e esterilização do enxoval, bem como do fornecimento de toda rouparia do hospital e de entrega dos pacotes cirúrgicos estéreis”.

Com isso decidiu pela paralisação, permanecendo apenas os atendimentos para cirurgias emergenciais e de urgência, com a redução do quantitativo de hotelaria hospitalar fornecida diariamente.

“Se no prazo de 48h não houver o posicionamento quanto ás garantias de pagamentos dos serviços por parte do ente público e da empresa contratante, deverá haver prejuízo na continuidade dos serviços de saúde, com suspensão da realização de cirurgias eletivas pré-marcadas e atendimento nas policlínicas da rede de saúde”.

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