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SOBRETUDO 48 horas para decidir: o que ainda pode mudar em Santa Catarina?

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Faltam dois dias para Santa Catarina votar. E, a esta altura, talvez a pergunta mais interessante não seja quem está na frente nas pesquisas, mas quanto ainda pode mudar até a urna.

A campanha chegou ao seu último fim de semana com um cenário bastante definido para o Governo, uma disputa muito mais aberta pelo Senado e uma eleição presidencial que também influencia diretamente o comportamento do eleitor catarinense.

A última pesquisa Neokemp mostra Jorginho Mello com 60,6% dos votos válidos para o Governo. Gelson Merísio aparece com 19% e João Rodrigues com 17,4%. A fotografia indica uma liderança muito larga e uma diferença pequena entre os dois adversários que disputam a segunda posição.

Mas pesquisa não é resultado. E as últimas 48 horas têm uma característica que nenhuma pesquisa consegue medir completamente: o eleitor deixa de acompanhar a campanha como espectador e começa a organizar sua própria decisão.

É nesse momento que entra o voto útil, a rejeição, a identificação partidária, a influência das pesquisas e, principalmente, aquela conversa que acontece longe dos palanques, das propagandas e das redes sociais.

O eleitor começa a fazer contas.

No Governo, a pergunta pode ser se ainda existe algum movimento capaz de alterar substancialmente a fotografia apresentada pelos últimos levantamentos.

No Senado, a história é outra.

Santa Catarina escolherá dois senadores, e a pesquisa mais recente coloca Carol De Toni com 29%, Carlos Bolsonaro com 21,9% e Esperidião Amin com 18,7% na soma dos dois votos. Carlos e Amin aparecem dentro da margem de erro.

Aqui está, provavelmente, uma das maiores incógnitas da eleição catarinense.

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Porque o eleitor não escolhe apenas um senador. Escolhe dois.

Isso cria uma dinâmica completamente diferente da disputa para governador. Um candidato pode estar forte no primeiro voto e outro crescer no segundo. Pode existir concentração de votos dentro de um mesmo campo político, mas também pode haver uma combinação entre nomes de diferentes grupos.

E é justamente por isso que a eleição para o Senado merece atenção especial neste fim de semana.

A pesquisa mostra uma fotografia. A urna mostrará como o eleitor combinou seus dois votos.

Há ainda um terceiro componente: a eleição presidencial.

Na mesma pesquisa Neokemp, Flávio Bolsonaro aparece com 61,7% dos votos em Santa Catarina, contra 28,9% de Lula. O dado ajuda a mostrar o ambiente político em que as disputas estaduais estão acontecendo.

Isso não significa que o eleitor vá necessariamente reproduzir a mesma escolha em todos os cargos. Mas mostra que as eleições não acontecem em compartimentos isolados.

O voto para presidente conversa com o voto para governador.

O voto para governador conversa com o voto para senador.

E os candidatos ao Senado, por sua vez, tentam transformar identificação política nacional em voto estadual.

É esse cruzamento que torna as últimas horas tão importantes.

A partir de agora, os candidatos já não têm tempo para reconstruir suas campanhas. Não há mais espaço para uma nova narrativa capaz de amadurecer durante semanas.

Existe tempo, porém, para consolidar uma escolha.

E também para perder votos.

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Essa talvez seja a característica mais importante deste momento: não é mais uma eleição de construção. É uma eleição de decisão.

Por isso, os próximos dois dias serão menos sobre convencer todo mundo e mais sobre garantir que quem já decidiu realmente vá votar e vote como pretende.

No domingo, as pesquisas deixam de ser notícia.

As estratégias deixam de importar.

Os discursos terminam.

E começa a única pesquisa que não admite margem de erro: a urna.

Santa Catarina chega ao domingo com uma disputa pelo Governo numericamente muito definida, uma disputa pelo Senado ainda exigindo atenção e um cenário presidencial fortemente marcado pela preferência dos catarinenses.

Mas ainda há 48 horas.

E, em uma eleição, 48 horas podem não mudar tudo.

Podem, entretanto, mudar aquilo que parece pequeno hoje e enorme quando os votos forem contados.

A partir de agora, não é mais a campanha que decide. É o eleitor.

Os números da última pesquisa

Neokemp/OCP News, realizada de 29 de setembro a 1º de outubro de 2026, com 1.008 entrevistados em Santa Catarina. Margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registro no TSE: SC-05312/2026.

Governo, votos válidos:
Jorginho Mello (PL): 60,6%
Gelson Merísio (PSB): 19%
João Rodrigues (PSD): 17,4%

Senado, soma dos dois votos:
Carol De Toni (PL): 29%
Carlos Bolsonaro (PL): 21,9%
Esperidião Amin (PP): 18,7%
Décio Lima (PT): 12,4%

Presidente em SC:
Flávio Bolsonaro (PL): 61,7%
Lula (PT): 28,9%

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