O senador Wellington Fagundes (PL) voltou a mandar indiretas ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmando que não teme ter sua vida pessoal e política exposta. Em entrevista, Fagundes relembrou as eleições de 2014, quando, segundo ele, sofreu ataques do então adversário Rogério Salles (PSDB), cuja campanha era coordenada por Pivetta. O senador disse que, à época, chegou a propor uma “quebra de sigilo” pública, mas que o grupo adversário não compareceu ao cartório.
“Quando você é candidato, você é um homem público, a minha vida privada também pode ser devassada. O homem público tem que dar satisfação de tudo”, afirmou Fagundes, ao comentar o cenário político de 2024. “Fomos para o cartório, hora e dia marcada. Eu, minha esposa e meus filhos assinamos uma escritura pública de quebra de sigilo da nossa vida. E eles não foram”, completou.
Questionado se a fala representaria um novo desafio a Pivetta, o senador respondeu que “o tempo mostrará se as articulações do vice-governador são legítimas ou não”. Fagundes ainda disse não estar ofendendo ninguém, mas apenas reforçando que “o homem público tem obrigação de prestar contas”.
As declarações ocorrem em meio à movimentação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teria manifestado interesse em apoiar Pivetta em uma eventual candidatura ao governo de Mato Grosso. O vice-governador tem intensificado as articulações políticas e o diálogo com prefeitos do PL, enquanto Wellington Fagundes afirma ainda não ter conversado com a direção nacional do partido sobre o assunto.





































