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“Valdemar pediu pra trocar”: leia mensagens citadas em decisão de Dino

Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

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Ministro do STF determinou prosseguimento da investigação e bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens do presidente do PL

 

Mensagens analisadas pela Polícia Federal reforçam suspeitas sobre a atuação de Valdemar Costa Neto na indicação de emendas. Os diálogos foram citados pelo ministro Flávio Dino, do STF, em decisão que determinou o avanço da investigação e o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens do presidente do PL.
Extraídos do celular de uma servidora, os registros trazem frases como “O Valdemar pediu pra trocar” e “emendas do Valdemar”. Mensagens e planilhas também continham siglas como “VCN” ou “Valdemar” para identificar cotas pessoais geridas pelo investigado.
Dino apontou Valdemar como “mandante” do suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. Segundo o ministro, há elementos reunidos pela Polícia Federal que indicam a liderança do político na cooptação de servidores e na destinação irregular de recursos públicos.
“Basicamente, Valdemar Costa Neto contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, preponderantemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”, escreveu Dino.
Segundo a decisão, três servidores — Mariângela Fialek (conhecida como Tuca), Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto — atuavam como intermediários, organizando planilhas e cadastrando indicações sob orientação do presidente do PL.
Os investigadores afirmam Mariângela era encarregada de despachar emendas parlamentares desde a gestão de Arthur Lira (PP-AL) e permaneceu na função durante a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB).

A PF aponta que os servidores atuaram em conjunto para direcionar ao menos 21 emendas parlamentares relacionadas a Valdemar. Os recursos envolvidos somariam R$ 119,2 milhões.

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A defesa do presidente do PL negou qualquer irregularidade. Em nota, os advogados dizem que a ordem parte de “premissas frágeis” e que ação busca “criminalizar a atividade política”.

 

“A defesa de Valdemar Costa Neto recebe com surpresa a decisão do Ministro Flávio Dino que decretou medidas cautelares em seu desfavor. Com o devido respeito, a decisão parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”, diz um trecho.

 

A reportagem não localizou Mariângela Fialek, Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto. O espaço segue aberto.

 

Camila Viegas e Manoela Alcântara / Metrópoles

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