A aliança entre PL e MDB para as eleições de 2026 ganhou um ingrediente que promete aumentar a tensão nos bastidores da política mato-grossense: a cobrança por fidelidade absoluta. A direção nacional do PL decidiu que não haverá espaço para dissidências no Estado e prepara uma atuação firme para garantir que todas as lideranças caminhem no mesmo projeto eleitoral.
O acordo nacional prevê o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo de Mato Grosso, enquanto José Medeiros e Janaina Riva formarão a chapa ao Senado. A estratégia, definida pela cúpula do partido, busca fortalecer o campo conservador e evitar disputas internas que possam comprometer o desempenho da legenda nas urnas.
Nos bastidores, a principal preocupação está nos prefeitos, considerados peças fundamentais para impulsionar as campanhas nos municípios. A orientação é que todos apoiem oficialmente os candidatos definidos pelo partido. Quem optar por seguir outro caminho poderá enfrentar questionamentos internos e até responder por infidelidade partidária.
O clima de cobrança ganhou força após declarações recentes do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Em entrevista ao jornal Gaúcha Zero Hora, ele alertou que a falta de unidade pode comprometer o desempenho da legenda ao afirmar que “se não nos entendermos, vamos perder a eleição”. Em outro momento, durante entrevista ao Poder360, reforçou a confiança no projeto do partido ao declarar que “só perderemos a eleição se formos muito incompetentes”.
Em Mato Grosso, dois prefeitos já manifestaram publicamente desconforto com a composição entre PL e MDB. Abilio Brunini, de Cuiabá, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, mantêm alinhamento político com o governador Otaviano Pivetta e afirmaram que não pretendem dividir o mesmo palanque com Janaina Riva.
A postura dos dois gestores passou a ser acompanhada com atenção pela executiva nacional do partido. Lideranças avaliam que qualquer apoio a candidaturas fora da aliança poderá ser interpretado como desrespeito às diretrizes estabelecidas pela cúpula nacional, abrindo espaço para medidas disciplinares previstas no estatuto da legenda.
Com o início das articulações eleitorais, o PL demonstra que pretende conduzir a campanha com rigor e disciplina. A ordem é evitar divisões, fortalecer a aliança construída nacionalmente e impedir que movimentos isolados coloquem em risco a estratégia traçada para a disputa de 2026.































