Por Ademir Galitzki
Abrem-se as cortinas, o grande espetáculo vai começar!
Mixto, Operário, Dom Bosco, Palmeirinha do Porto foram os clubes que representaram nosso querido estado de Mato Grosso e a capital, Cuiabá. Hoje, em clima de festa, não teremos apenas 22 atletas em campo, mas sim um verdadeiro desfile de craques que tiveram o privilégio de vestir o manto sagrado desses clubes históricos.
Alguns dos jogadores que marcaram época: Ernani, Arildo, Orlando Fumaça, Miro, Luiz Carlos Beleza, Fabinho, Márcio, Tostão, Pastoril, Panzarielo, Gonçalves, Mão de Onça, Carlos Pedra, Rogério Ceni, Júlio César Pacu, Heverton Perereca, Élzio Saldanha, Bife, Mosca, Ruiter Jorge de Carvalho, Toninho Campos, Índio, Geresinho, Vítor, Iúca, os irmãos Jailton e Joilson, Bugica, Búfalo Gil, Wender, Mauro, Betão, Dito, Lúcio, Lúcio Bala, Dante, Élcio, Pelezinho, Lucinho, Tadeu Macrini, Nelson Vasquez, Glauco, Felizardo, Nenê, Rômulo, Avelino, Ariel, Wilson, Filinto, Nandinho, Jorge Macedo, Lopes, Ubirajara, Gilson, Paulino, Luiz Augusto, Roberto França, Pelego, Geraldino, Odil Soares, Natanael Henrique de Moraes. E tantos outros que deixaram sua marca no estádio José Fragelli, o eterno Verdão.
Hoje, vamos começar os trabalhos de uma maneira especial. Este artigo é uma homenagem às pessoas que fizeram a diferença no futebol de Mato Grosso e, especialmente, no nosso querido estádio Verdão. Quem será o responsável por escalar os 11 jogadores que começarão jogando? Você, caro leitor! Ou, se preferir, os 22 atletas, já que estamos falando de dois times. A lista de craques acima tem tudo: goleiros, zagueiros, laterais, meias e atacantes, todos com garra e fome de bola.
Para animar ainda mais a festa, cada equipe terá dois treinadores. No primeiro time, o “Craques do Passado”, Hélio Machado comandará o primeiro tempo, e Roberto Franca Auad o segundo. No segundo time, o “Boleiros das Antigas”, os técnicos serão Marcos Birigui no primeiro tempo e o professor Natanael Henrique de Moraes, o saudoso Nato, no segundo tempo. A equipe de massagistas contará com Gilmar Geraldo Ferreira e Geraldo Malaquias Rosa. Já os roupeiros serão Leônidas Nogueira da Costa e Benedito Lisboa. A área médica estará sob os cuidados dos doutores Luiz Alberto Mariano e Hilton Ribeiro Taques.
Na presidência dos clubes desta festa, teremos Edvaldo Ribeiro à frente dos “Craques do Passado” e o eterno presidente Lino Miranda no comando dos “Boleiros das Antigas”. Os narradores serão, no primeiro tempo, Márcio Frederico de Arruda, e no segundo, Rubens Neves. Na beira do gramado, o competente Paulo Sérgio Cardoso será acompanhado por João Dorileo Leal, Augusto Roberto e Paulo Fanaia. Os comentaristas serão Orlando Antunes, Ruiter Jorge de Carvalho e Antero Paes de Barros. Nas aquecidas arquibancadas, estará o repórter Oliveira Júnior, que entrevistará os torcedores símbolos de cada time: Nha Barbina, pelo Mixto; a senhora Mariana, pelo Operário; Carlinhos Ieié, pelo Dom Bosco; e o pipoqueiro Dom Bosquino, representando a galera.
O árbitro deste jogo será Ayrton de Souza Franco, com Gilson Rodrigues e seus auxiliares. Entre os árbitros que também atuaram no Verdão, destacam-se Armando Camarinha, Benedito Pio dos Santos, Olandir Rondão, Joelme Jesus da Costa, Civis das Neves, Yunes Huntar e Wagner Reuvay.
Este evento simbólico acontecerá no imaginário estádio José Fragelli, o eterno Verdão, cuja construção foi iniciada em 1974 e concluída em abril de 1976, com capacidade para abrigar confortavelmente 55 mil torcedores. No antigo estádio, as arquibancadas de cimento quente, sob o calor intenso de Cuiabá, ofereciam desafios aos espectadores. O recorde de público foi de 47.324 pessoas, na partida Flamengo 7 x Mixto 1.
Atualmente, a Arena Pantanal, construída no lugar do Verdão, comporta até 42 mil pessoas. O estádio Verdão foi demolido em maio de 2010 para dar espaço ao novo complexo, mas antes disso recebeu grandes clubes do futebol brasileiro, como Flamengo, Santos, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Fluminense, Atlético Mineiro e Cruzeiro, além da Seleção Brasileira.
O futebol é feito de gols, sejam eles de placa, olímpicos, de canela, de barriga, de chaleira ou trivela. Gols decisivos aos 48 minutos do segundo tempo, gols que nos levaram da Série A para a Série B. Em homenagem a todos que fizeram parte da história do glorioso estádio Verdão, que deixou sua marca em Cuiabá, MT.
















