O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que as Forças Armadas americanas devem deixar o Irã “muito rapidamente”. A declaração foi feita em entrevista à agência Reuters, horas antes de um pronunciamento à nação marcado para as 22h, horário de Brasília. Trump não especificou uma data, mas indicou que os EUA poderiam retornar para “ataques pontuais”, se necessário.
Questionado sobre a Otan, o republicano criticou a aliança: “Eles não foram nossos amigos quando precisamos deles. Nunca pedimos muito a eles. É uma via de mão única”. Trump também comentou sobre o Irã, afirmando que houve uma “mudança completa de regime” e que há “uma chance muito boa de chegarmos a um acordo”, ressaltando que o país não terá armas nucleares.
Mais cedo, Trump disse que o Irã teria pedido um cessar-fogo no conflito entre os dois países. No entanto, condicionou qualquer aceitação à abertura do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã no início da guerra. Apesar de mencionar o “novo regime iraniano”, não há clareza sobre o interlocutor, já que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, permanece no cargo.
Em paralelo, Trump tem alternado mensagens de fim próximo do conflito com ameaças de escalada militar, incluindo invasão terrestre e ataques à infraestrutura vital do Irã. Ele afirmou que o conflito deve durar “mais duas ou três semanas” e que não precisa necessariamente de um cessar-fogo para encerrar as operações.
O presidente também voltou a ameaçar aliados da Otan, dizendo que considera “seriamente” retirar os EUA da aliança, em meio a tensões sobre o envio de navios de guerra para reabrir o Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o comércio mundial de petróleo.
















