A prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3), em uma operação militar dos Estados Unidos, provocou forte repercussão entre senadores brasileiros nas redes sociais. Parlamentares governistas manifestaram preocupação com a violação da soberania venezuelana e o risco de um precedente perigoso para a estabilidade regional, enquanto a oposição comemorou a ação e afirmou esperar a reconstrução democrática do país.
Aliados do governo brasileiro criticaram duramente a iniciativa norte-americana. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que “um país soberano não pode ser invadido por outro país”, defendendo reação da comunidade internacional. No mesmo tom, Humberto Costa (PT-PE) disse que os EUA “violaram o direito e toda a comunidade internacional”, e Renan Calheiros (MDB-AL) classificou a ação como “uma invasão ilegal, intervencionista e inaceitável”.
Na oposição, senadores celebraram a captura de Maduro. O líder oposicionista Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a política externa brasileira deve ser guiada pela “defesa da democracia, dos direitos humanos e do combate ao terrorismo”. Já Mecias de Jesus (Republicanos-RR) parabenizou Donald Trump e declarou que “a liberdade começa a ser devolvida ao povo venezuelano”, enquanto Marcos Rogério (PL-RO) disse esperar que o episódio marque o fim de um regime autoritário.
Outros parlamentares destacaram a complexidade do cenário. Eduardo Braga (MDB-AM) afirmou que “não há lado positivo” e defendeu a diplomacia como único caminho, enquanto Otto Alencar (PSD-BA) avaliou que tanto Maduro quanto Trump erraram. Após a operação, a Comissão de Relações Exteriores do Senado informou que acompanha com preocupação os desdobramentos, especialmente na fronteira com o Brasil, enquanto o caso passou a ser discutido em sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU.
















