O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta segunda-feira (30), afirmando que “obliterará completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg” caso Teerã não aceite rapidamente a proposta americana para encerrar a guerra entre os dois países. O Irã, por sua vez, rejeitou as demandas como “fora da realidade, desproporcionais e excessivas”, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei.
Baghaei afirmou que não houve negociações diretas com os EUA até o momento e criticou a diplomacia americana: “Não sei quantos, nos EUA, levam a sério a alegada diplomacia americana! O Irã teve sua posição clara desde o início da guerra”. Segundo ele, apenas mensagens intermediadas pelo Paquistão foram recebidas, com propostas consideradas excessivas pelo governo iraniano.
Em publicação nas redes sociais, Trump disse que um “novo e mais razoável regime” estaria conduzindo negociações no Irã, apesar de não haver confirmação de mudança de governo. O presidente americano também condicionou qualquer acordo à abertura imediata do Estreito de Ormuz, canal estratégico para transporte de petróleo.
No domingo (29), Trump havia afirmado ao jornal Financial Times que as negociações indiretas com Teerã estavam “avançando bem” e que um acordo poderia ser fechado rapidamente, em aparente contradição com a posição iraniana. O líder norte-americano também disse que seu Exército poderia tomar a ilha de Kharg, responsável por 90% da exportação de petróleo iraniano, caso necessário.
O conflito entre os dois países entrou no segundo mês e a escalada das tensões aumenta o risco de impactos no mercado global de energia, já que o Irã controla rotas estratégicas para o transporte de petróleo, enquanto os EUA ameaçam ações militares diretas contra a infraestrutura energética iraniana.


















