O Brasil registrou taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Ao todo, foram contabilizados oficialmente 42.590 homicídios no país, o menor índice dos últimos 11 anos.
O levantamento aponta queda de 7,4% em relação a 2023. Entre os estados, o Amapá apresentou a maior taxa de homicídios do país, com 45,7 mortes por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional. Já São Paulo registrou o menor índice, com 6,6 homicídios por 100 mil habitantes.
Além do Amapá, as maiores taxas foram registradas na Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Já os menores índices apareceram em Santa Catarina, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Segundo o coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, um dos fatores que ajudam a explicar a redução dos homicídios é a “acomodação” da guerra do narcotráfico entre facções criminosas. O pesquisador também cita mudanças na gestão da segurança pública e fatores demográficos como elementos que contribuíram para a queda dos índices.
Apesar da redução nos números oficiais, o Atlas faz um alerta para o crescimento das mortes violentas por causa indeterminada, que podem esconder homicídios não registrados oficialmente. Pela estimativa dos pesquisadores, o país pode ter registrado 49.673 homicídios em 2024, com taxa de 23,4 mortes por 100 mil habitantes. Nesse cenário, a queda em relação ao ano anterior seria de apenas 0,4%.

















