A proposta da Prefeitura de Cuiabá que prevê o aumento do tamanho mínimo dos lotes urbanos para 200 metros quadrados tem gerado preocupação entre construtoras e representantes do setor habitacional. O receio é de que a medida eleve o custo dos empreendimentos e dificulte o acesso de famílias de baixa renda ao programa Minha Casa, Minha Vida.
O presidente da MT Participações e Projetos (MT PAR), Wener Santos, reconheceu em entrevista à imprensa, a preocupação apresentada pelas empresas do setor e afirmou que a ampliação da metragem dos terrenos pode refletir diretamente no preço final das moradias oferecidas à população.
“Quando você aumenta o terreno, aumenta também o custo da casa. Isso acaba sendo repassado para as pessoas. A gente entende que o prefeito pode pensar em um lote maior, melhor, mas acredito que seja possível chegar a um consenso para garantir o direito das famílias à casa própria e a continuidade dos investimentos das construtoras”, destacou.
A proposta do prefeito Abilio Brunini (PL) estabelece que o novo parâmetro mínimo de 200 metros quadrados também seja aplicado às áreas classificadas como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS 1), destinadas à habitação popular. Segundo empresários do setor, a mudança pode elevar os custos dos projetos e até desenquadrar imóveis das faixas atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida.
Wener afirmou que o tema já vem sendo discutido com o prefeito e demonstrou confiança em uma solução negociada. “Estamos conversando com o prefeito Abílio e ele tem compreendido que este talvez não seja o momento para essa alteração. Entendemos que tudo pode ser ajustado por meio do diálogo”, afirmou.
O dirigente da MT PAR também acredita que a Prefeitura deve abrir uma nova rodada de conversas com as construtoras nos próximos dias. “Acho que o prefeito vai sentar com o setor para rever essa situação, porque realmente se trata de um custo adicional que acaba pesando justamente para quem busca realizar o sonho da casa própria”, pontuou.
Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 9,6 mil mensais, com subsídios que podem chegar a R$ 55 mil por parte do governo federal. Em Mato Grosso, o programa ainda conta com complementação estadual por meio do SER Família Habitação, que oferece auxílio de até R$ 35 mil para reduzir o valor financiado pelos beneficiários.




























