O Super El Niño em formação no Oceano Pacífico pode provocar impactos econômicos no Brasil e no mundo, com prejuízos à produção de alimentos, pressão sobre os preços e aumento dos gastos com a reconstrução de áreas atingidas por eventos climáticos extremos. A previsão é de que o fenômeno atinja o pico em dezembro e mantenha forte intensidade no início de 2027.
Secas, enchentes e ondas de calor podem reduzir a produção agrícola e provocar escassez de alimentos, elevando os preços ao consumidor. Os efeitos também podem atingir a infraestrutura, com danos a estradas, moradias e instalações que exigem investimentos públicos e privados para recuperação.
A combinação entre perdas na produção e aumento dos custos de reconstrução pode ampliar a pressão sobre a inflação e afetar o ritmo de crescimento da economia. Empresas e produtores também podem sofrer prejuízos com a interrupção de atividades e os danos causados pelos eventos extremos.
O El Niño ocorre em um cenário de aquecimento global e pode intensificar seus efeitos sobre diferentes regiões do planeta. Embora ainda não seja possível dimensionar os impactos econômicos em cada local, o avanço do fenômeno deve aumentar os riscos para a produção de alimentos, a infraestrutura e a atividade econômica nos próximos meses.



















