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STF expõe divisões internas ao manter prisão de pai de Daniel Vorcaro

Indicado para a Suprema Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem foi também ministro da Justiça, André Mendonça, vê que o uso de ferramentas da IA devem ser adotados para auxiliar e não para substituir o trabalho realizado por profissionais. (Foto: Carlos Moura / STF)

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A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, evidenciou divergências entre os ministros e sinalizou que as investigações do chamado Caso Master ainda estão longe do desfecho.

Relator do processo, o ministro André Mendonça defendeu a continuidade da prisão e indicou, em seu voto, que as apurações seguem em andamento. Nos bastidores da Corte, a avaliação é de que o julgamento também serviu como resposta a tentativas de enfraquecer ou interromper as investigações.

O ministro Kassio Nunes Marques, que era apontado como peça-chave da sessão, acompanhou o relator e votou pela manutenção da prisão. Segundo interlocutores do STF, pesaram na decisão os elementos reunidos pela investigação e a gravidade dos fatos atribuídos a Henrique Vorcaro.

A divergência ficou por conta do ministro Gilmar Mendes, que questionou a necessidade da prisão preventiva. Para ele, a medida poderia contrariar o princípio da isonomia, já que outros envolvidos na gestão do banco foram soltos. Gilmar também levantou a hipótese de que a prisão pudesse servir para pressionar um acordo de delação premiada, comparação rejeitada por Mendonça, que afirmou que Henrique foi preso por continuar praticando crimes.

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Com a ausência do ministro Dias Toffoli no julgamento, a sessão terminou sendo interpretada por integrantes da Corte como um retrato do atual cenário interno do STF diante do Caso Master, marcado por posições mais explícitas e por uma disputa que deve ganhar novos capítulos à medida que as investigações avançarem.

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