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Social demais na internet, sozinha demais na vida real

Caco Pereira Diretor da agência Onze Comunicação

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Li há pouco que uma pesquisa recente mostrou que 62% da Geração Z se sente socialmente esgotada por causa do engajamento digital.
É isso mesmo: o que era pra aproximar, tá cansando. E muito.

O mais louco?
O tempo de tela aumentou, e as interações presenciais caíram 35% nos últimos anos.
Ou seja: estamos falando com mais gente, o tempo todo, mas sentindo menos conexão de verdade.

Parece contraditório, né? Mas faz sentido. A gente vive cercado de notificações, “likes”, “dms”, áudios de 4 minutos com “kkk” no fim…
Só que quando você deita a cabeça no travesseiro, o silêncio é maior do que a “timeline”.

E sabe o que é mais curioso?
Quando a gente está vivendo um momento REAL — “tipo” aquela conversa boa no fim da tarde, o “rolê” que vira risada até doer a barriga, o café que esquenta mais que o “feed” inteiro — a gente esquece das redes sociais.

Sim, você leu certo.
Esquece de filmar. Esquece de postar. Esquece de parecer feliz — porque já está sendo.

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A real é que ninguém aguenta parecer disponível, interessante e produtivo 24h por dia. A vida não foi feita pra render engajamento. Foi feita pra render história, memória, conexão.

Você não precisa estar online o tempo todo pra ser amado, notado ou relevante.
E se alguém só percebe sua existência quando você posta… talvez nem mereça o privilégio de te seguir.

Então, da próxima vez que sentir o peso do “preciso mostrar que tô bem”, tenta só estar bem.
Desliga. Desaparece. Recarrega no off-line.
Gente de verdade ainda existe.
E te garanto: abraça melhor que notificação.

Caco Pereira
Diretor da agência Onze Comunicação

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