O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, recuou da posição favorável à instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para investigar os empréstimos consignados. Agora, o conselheiro avalia que a apuração feita pelo próprio TCE, em conjunto com a Assembleia, torna a comissão “desnecessária”.
“Depois de tudo que nós já levantamos […] nós chegaremos a um resultado e às informações muito mais rápido”, afirmou nesta terça-feira (17). Segundo ele, as empresas envolvidas têm até o dia 30 de junho para enviar todos os contratos de empréstimos com servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado.
Ricardo destacou que os dados reunidos permitirão que os próprios servidores tenham acesso às informações em poucos dias. Para ele, esse “volume e excelência” de dados enfraquece a necessidade de uma CPI. No entanto, pontuou que a decisão final cabe aos deputados estaduais.
A criação da CPI vem sendo discutida há semanas após denúncias de fraudes nos descontos de mais de 12 mil servidores, reveladas pelo Sinpaig. A principal empresa investigada é a Capital Consig, acusada de agir com práticas abusivas e enganosas nos contratos de consignados.































