O Senado Federal debateu nesta quinta-feira (28) os possíveis impactos de um El Niño mais intenso no Brasil e a necessidade de fortalecer ações de prevenção contra desastres climáticos. Especialistas e parlamentares alertaram que o fenômeno pode provocar chuvas intensas no Sul e seca severa no Norte e Nordeste ainda neste ano.
Durante a sessão temática conduzida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), o senador Hermes Klann (PL-SC) afirmou que o país vive uma “nova realidade climática” e criticou a falta de medidas preventivas. “O problema não é a falta de previsão; o problema é a falta de prevenção [por parte do governo]”, declarou.
O pesquisador Carlos Nobre destacou que o aquecimento global aumenta a intensidade dos fenômenos climáticos e citou projeções que apontam 98% de probabilidade de um El Niño forte ou muito forte entre outubro e dezembro deste ano. Segundo ele, centenas de milhares de pessoas vivem em áreas de risco, principalmente nos estados do Sul.
Representantes do governo federal afirmaram que o fenômeno está sendo monitorado. A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Regina Célia dos Santos, informou que os estudos avaliam impactos em diferentes regiões do país, incluindo riscos de enchentes no Sul e aumento das queimadas na Amazônia.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) defendeu que novas obras públicas financiadas pela União sigam parâmetros climáticos atualizados. Já Esperidião Amin informou que as sugestões apresentadas no debate serão incluídas na próxima edição da cartilha do Senado sobre o El Niño.
















