Santa Catarina amanhece em ritmo de reacomodação política. As pesquisas mostram oscilações no humor do eleitor, alianças federativas racham antes da hora e o debate sobre eficiência da gestão volta ao centro.
Enquanto isso, a economia dá sinais tímidos de confiança e Florianópolis tenta modernizar sua relação com o espaço público — um reflexo direto das tensões entre desenvolvimento, governança e planejamento urbano.
O cenário é de transição: a política se move, o mercado observa e o cidadão espera que os grandes anúncios finalmente se convertam em resultados visíveis.
————-
Nova rodada da Neokemp movimenta o tabuleiro político catarinense
A mais recente pesquisa da Neokemp aponta leve queda na aprovação do governador Jorginho Mello (PL), que, mesmo assim, mantém a liderança isolada nas intenções de voto.
A corrida ao Senado, porém, ganhou novo fôlego: Esperidião Amin (PP) e Décio Lima (PT) encurtam a distância para os primeiros colocados, em um cenário que reforça a tendência de fragmentação do eleitorado catarinense.
Com o calendário eleitoral se aproximando, o desafio de Jorginho será manter o discurso de eficiência administrativa diante do avanço das críticas sobre gestão e alianças.
⸻
Descontentamento na Federação União Progressista
Nos bastidores, o clima entre Progressistas (PP) e União Brasil (UB) azedou.
Deputados estaduais e lideranças partidárias reclamam das articulações isoladas conduzidas pelo senador Esperidião Amin, especialmente em tratativas diretas com o governador Jorginho Mello.
A insatisfação cresce com o que alguns chamam de “centralização de protagonismo”, minando o equilíbrio interno da federação.
Sem diálogo conjunto, o risco é transformar a aliança em uma soma de feudos — e não de forças políticas.
⸻
Economia catarinense: confiança em leve alta
O setor produtivo catarinense apresentou aumento na confiança industrial neste mês, segundo levantamento da FIESC.
A melhora é puxada pela retomada de pedidos no setor metalmecânico e pela expectativa de expansão no quarto trimestre.
Ainda assim, os empresários mantêm cautela com o câmbio e o custo logístico, que seguem travando competitividade, sobretudo nas exportações.
A pauta fiscal e o equilíbrio entre incentivos e retorno público seguem no centro da equação.
⸻
Florianópolis: licitação dos quiosques avança
A Prefeitura de Florianópolis deve abrir nos próximos dias a licitação para concessão dos quiosques públicos, especialmente nas áreas de praia e orla urbana.
O edital prevê contrapartidas ambientais e exigência de padronização visual, buscando reduzir improvisos e ampliar a atratividade turística.
A medida vem após anos de liminares e disputas judiciais sobre ocupação e gestão de espaços públicos.
Se bem conduzido, o processo pode simbolizar uma virada na relação entre cidade, comércio e turismo — com transparência e planejamento.
⸻
Turismo e calendário de verão
O governo estadual e as prefeituras do litoral iniciaram reuniões de planejamento para a temporada 2025.
Segurança, mobilidade e limpeza pública lideram as preocupações.
O setor privado cobra agilidade nas obras viárias e reforço de serviços, especialmente nas praias da Grande Florianópolis e no Litoral Norte.
O verão catarinense movimenta bilhões, mas ainda carece de gestão integrada — cada município continua operando em “modo isolado”.
⸻
👉 Em resumo:
Santa Catarina entra em fase de ebulição política e reacomodação partidária. A pesquisa Neokemp e o racha dentro da Federação União Progressista mostram que 2026 já começou.
Na economia, sinais de confiança ainda convivem com incertezas fiscais e gargalos logísticos.
E, em Florianópolis, a licitação dos quiosques simboliza o velho desafio do poder público: equilibrar modernização, transparência e interesse coletivo.



























