Com mais de 80 milhões de brasileiros negativados, segundo dados da Serasa Experian, a obtenção de crédito se tornou mais difícil e as instituições financeiras passaram a adotar análises mais rigorosas. Ainda assim, a recusa de um empréstimo não significa, necessariamente, que o consumidor tenha esgotado todas as alternativas.
Uma das possibilidades é solicitar uma revisão da análise e verificar se há informações cadastrais desatualizadas ou incompletas que possam ter influenciado a decisão. “É natural que, em meio aos recordes de inadimplência, algumas instituições fiquem mais conservadoras devido ao risco do crédito. Mas isso não significa que o consumidor ficou sem saída”, afirma Marco Afonso, executivo de negócios da Simplic.
Outra opção é procurar fintechs e cooperativas de crédito, que podem adotar critérios diferentes dos grandes bancos. Com o avanço do Open Finance, algumas instituições passaram a considerar fatores como movimentação financeira, recorrência de renda e histórico de pagamentos, além do score e das restrições existentes no CPF.
Antes de fazer um novo pedido, porém, também pode ser necessário renegociar dívidas e reduzir o comprometimento da renda. A reorganização financeira pode melhorar o perfil de crédito e ampliar as chances de aprovação futura, embora cada instituição mantenha critérios próprios para decidir sobre a concessão de empréstimos.




















