A queda superior a 40% nas cotações internacionais da ureia nas últimas oito semanas abre espaço para redução dos custos de fertilizantes no agronegócio brasileiro. O recuo ocorre em um momento estratégico, quando produtores, cooperativas e importadores começam a intensificar as compras para a próxima safra.
A redução dos preços está ligada à diminuição das incertezas sobre a oferta global de fertilizantes, após sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Com isso, as cotações retornaram a níveis observados antes da recente escalada de tensões no Oriente Médio.
O mercado havia incorporado prêmios de risco devido à possibilidade de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e fertilizantes. Com a percepção de menor risco logístico, os agentes passaram a reavaliar os preços internacionais.
Apesar da tendência de queda, especialistas alertam que o cenário ainda depende da evolução das negociações entre Washington e Teerã. Segundo informações da Reuters, há discussões sobre a extensão de um cessar-fogo por 60 dias e a abertura parcial da rota marítima, mas questões sensíveis seguem sem definição.
No Brasil, o movimento é visto como positivo para a recomposição de estoques no segundo semestre, período de maior demanda por fertilizantes nitrogenados. Com preços mais baixos, o setor ganha melhores condições para negociar insumos e reduzir parte dos custos de produção da próxima safra.

















