MATO GROSSO

PT articula eleição de duas vagas na Câmara e apoia Fábio ao Senado, afirma Barranco

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) abordou os rumos do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso e as articulações para a formação de uma chapa competitiva para as eleições de 2026 em entrevista nesta quarta-feira (6). Para o parlamentar,  apesar da autonomia de cada legenda, as conversas entre os partidos aliados estão em curso e devem se intensificar nos próximos dias.

“Estarei ausente amanhã, mas a deputada federal Rosa Neide, que é nossa presidente eleita, continuará conduzindo o diálogo com as siglas e com os pré-candidatos. No sábado, teremos uma reunião com a presença de Zé do Pátio, da Neuma e de outros nomes que estamos trabalhando. A expectativa é formar uma chapa forte para a disputa à Câmara Federal, garantindo pelo menos uma vaga e buscando uma segunda”, afirmou.

Questionado sobre a possível candidatura de Rosa Neide ao Senado, o parlamentar destacou que, apesar da possibilidade, a prioridade do partido é mantê-la como candidata a deputada federal. “Essa é a nossa construção, e acredito que ela não vai abrir mão disso. Claro que a decisão final será dela”, ponderou.

O nome do senador Fábio Garcia (PSD) também foi citado como principal aposta da base aliada para a disputa ao Senado. Segundo o deputado, o PT deve apoiar sua candidatura, mesmo reconhecendo que o PSD é um partido de centro. “O presidente Lula tem defendido candidaturas viáveis, mesmo fora da esquerda, se isso impedir o avanço do bolsonarismo. E o Fábio já é o nome consolidado nesse sentido”, disse, reforçando que a estratégia é unificar forças e não dividir apoios.

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Ele também comentou sobre o possível ingresso de Emanuel Pinheiro e do deputado Emanuelzinho ao PSD, o que, segundo ele, fortalece o grupo aliado, mesmo que o partido não esteja tradicionalmente no campo da esquerda. “O importante é garantir a eleição e impedir retrocessos. Temos duas vagas ao Senado, e até lá definiremos a composição. Mas uma das vagas será disputada pelo Fábio, com certeza”, reforçou.

Ao ser perguntado sobre as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após a taxação de produtos brasileiros por parte do ex-presidente Donald Trump, o deputado foi enfático: “Trump está usando o tarifácio como arma política, apostando na desinformação. Ele acredita que o presidente do Brasil pode controlar o Judiciário como nos EUA, mas aqui os poderes são independentes. Os juízes e promotores são concursados, não indicados politicamente como lá. Lula não pode interferir nas decisões do STF, como querem alguns setores da extrema-direita.”

Sobre o impacto da taxação em Mato Grosso, o parlamentar minimizou os efeitos no estado. “Com exceção da carne, que tem um mercado mais amplo, nossos principais produtos – soja, milho e algodão – não foram atingidos. Os maiores prejudicados são estados do Sudeste e parte do Nordeste, além de quem trabalha com mineração. Em Mato Grosso, essa pauta nem está em evidência no setor do agronegócio.”

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Por fim, ao comentar a recente polêmica envolvendo o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, que interrompeu a fala de uma professora durante uma conferência de saúde por conta do uso de pronome neutro, o deputado foi duro: “É difícil até encontrar palavras para descrever o comportamento dele. Nem dá para chamar de moleque, porque nenhum moleque seria tão desrespeitoso. Foi uma atitude lamentável, sem o menor respeito pelo debate e pela diversidade”, finalizou.

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