O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos) abriu uma nova frente de confronto político nas redes sociais ao criticar eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) durante um debate envolvendo uma proposta que altera as regras de cobrança do IPVA. Com um salaminho nas mãos, o parlamentar fez duras críticas à legenda e tentou convencer petistas a mudarem de posição.
Em vídeo publicado nas redes, Barbudo afirmou que o PT teria votado contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda a base de cálculo do imposto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. O deputado usou o tema para questionar o discurso da sigla de defesa dos mais pobres.
“Eu quero mandar um recado para você petista. Eu não sei se você bebe água de enxurrada ou se você tem na cabeça o que o Rui Barbosa tinha na barriga para continuar votando no PT. Você viu a última agora? Todo mundo querendo abaixar o IPVA, foi para a CCJ e adivinha quem votou contra?”, disparou.
Na sequência, o parlamentar ironizou uma das principais bandeiras associadas ao PT e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao criticar o posicionamento do partido. “O PT é o pai dos pobres. O nove dedos é o pai dos pobres”, afirmou Barbudo no vídeo publicado.
A proposta em discussão, de autoria do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), prevê mudanças na cobrança do IPVA, incluindo a possibilidade de limitar o imposto a 1% do valor de venda do veículo. Atualmente, a cobrança varia conforme o Estado e tem como referência a Tabela Fipe, com alíquotas que podem chegar a 4%.
A matéria também prevê incentivos para veículos menos poluentes, ponto que gerou resistência entre parlamentares contrários ao texto. A justificativa é que a medida poderia beneficiar proprietários de carros mais novos e atingir de forma diferente quem possui veículos antigos.
Após a análise da CCJ, que avaliou apenas a constitucionalidade da proposta, o texto seguirá para uma Comissão Especial da Câmara. Caso avance, ainda precisará passar por duas votações no plenário antes de chegar ao Senado Federal, onde também poderá sofrer alterações.





























