O PSD tratou de acabar com qualquer ruído interno em Criciúma. Em movimento calculado, a sigla expôs unidade pública em torno de Júlio Garcia e Clésio Salvaro — dois nomes que, juntos, formam hoje o eixo de força do partido no Sul do estado.
Não foi gesto simbólico. Foi demonstração de controle.
Depois de semanas de especulações, conversas paralelas e aquele “estica e puxa” típico de pré-eleição, o PSD resolveu jogar luz onde antes havia dúvida. A mensagem é simples: a decisão está tomada — e não será revisada.
Nos bastidores, o movimento também cumpre outro papel. Serve para enquadrar aliados e, principalmente, conter qualquer tentativa de voo solo dentro do próprio grupo. Em política, silêncio pode ser dúvida. E o PSD optou por fazer barulho.
A presença conjunta de lideranças e a defesa alinhada dos dois nomes indicam mais do que apoio. Indicam estratégia. Júlio, com articulação e peso institucional. Salvaro, com base consolidada e recall eleitoral. A soma não é casual.
E tem recado indireto aí.
Ao fechar questão agora, o PSD antecipa o jogo e dificulta a vida de adversários que ainda operam no campo da indefinição. Mais do que isso: obriga quem está dentro a escolher lado — e permanecer nele.
Porque, no fim, política é sobre força percebida.
E hoje, em Criciúma, o PSD fez questão de mostrar quem está no controle.





























