A aprovação do PL da Dosimetria, que pode beneficiar condenados por tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), gerou manifestações em todo o Brasil neste domingo (14). Em Cuiabá, movimentos sociais e partidos de esquerda se reuniram em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para protestar contra o projeto e afirmar que o “Congresso é inimigo do povo”.
Para o ex-vereador e diretor de articulação da CUT-MT, Robinson Cireia, aliviar a pena de golpistas “significa que amanhã, qualquer um pode preparar e tentar aplicar um golpe, que não vai ser punido e que vai naturalizar essas ações”. Ele também criticou o Congresso por priorizar interesses próprios em vez de pautas populares, afirmando que os parlamentares se mostram rápidos para proteger aliados, mas lentos em questões como a reforma da jornada de trabalho e isenção do imposto de renda.
Além do PL da Dosimetria, os manifestantes destacaram a PEC da Reforma Administrativa. A suplente de deputada estadual Graciele Marques afirmou que “toda política nacional influencia a vida das pessoas” e que é preciso mostrar como a proposta afeta servidores e cidadãos, independentemente de ideologia política.
O PL da Dosimetria, já aprovado na Câmara, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (17), antes de seguir para votação no plenário. A proposta altera regras de cumprimento da prisão e pode reduzir penas de condenados por crimes contra a democracia.

































