MATO GROSSO

EM CUIABÁ

Crise da população de rua vira alvo de embate e vereador cobra medidas mais duras

Foto: Câmara de Cuiabá

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A crise da população em situação de rua em Cuiabá entrou de vez no radar político e promete virar campo de embate nos próximos dias. O vereador Dilemário Alencar (União) colocou o tema no centro do debate e defendeu medidas mais duras para conter o avanço do problema, durante entrevista concedida na Câmara Municipal, na terça-feira (5).

Com discurso incisivo, o parlamentar anunciou a realização de uma audiência pública e deixou claro que pretende pressionar o poder público por respostas mais efetivas. Segundo ele, a situação já ultrapassou o limite do tolerável em regiões estratégicas da cidade.

 

Dilemário citou como referência o modelo adotado em Florianópolis (SC), que inclui o encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade de volta às cidades de origem a partir de postos instalados em rodoviárias. A medida, porém, é controversa e está sob investigação do Ministério Público catarinense por possíveis violações de direitos.

 

Nos bastidores, a cobrança cresce impulsionada por relatos de comerciantes e moradores. Áreas como o Centro Histórico e as praças Alencastro e Ipiranga têm sido apontadas como pontos críticos, com registros frequentes de consumo de álcool, uso de drogas e degradação dos espaços públicos.

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Para o vereador, é preciso ir além do discurso assistencial e enfrentar o problema com ações mais firmes. Ele também criticou entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringem a retirada compulsória dessas pessoas das ruas, defendendo que o município encontre alternativas mais eficazes dentro da legalidade.

 

O alerta é direto: sem intervenção imediata, Cuiabá pode repetir cenários já vistos em grandes capitais brasileiras, onde a situação saiu do controle e se tornou um desafio permanente.

 

A audiência pública deve reunir representantes do Executivo, incluindo o prefeito Abilio Brunini (PL), além de órgãos como Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública. A proposta é construir um plano mais estruturado, que combine assistência social com medidas de ordenamento urbano para frear o avanço da crise.

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