Em justificativa à venda de operação de jogo contra o Flamengo, Yuri Romão revela temer por segurança de grandes públicos estádio; casa do Leão passou por reforma estrutural há um ano
O presidente do Sport, Yuri Romão, afirmou que a Ilha do Retiro não é mais capaz de receber eventos esportivos de grande porte. Em justificativa à venda da operação do jogo contra o Flamengo, que levou a partida para a Arena de Pernambuco, o mandatário rubro-negro revelou temer pela segurança de públicos maiores no estádio.
Vale ressaltar que a casa do Leão esteve dez meses fechada no ano passado, quando passou por uma reforma estrutural ao custo de aproximadamente R$ 10 milhões.
Em entrevista ao repórter Antônio Gabriel, da Rádio Jornal, Yuri Romão falava da partida entre Sport e Flamengo, no próximo dia 15, na Arena. O jogo, negociado com uma empresa privada por R$ 3 milhões, gerou críticas da torcida. O presidente disse ter falhado na comunicação com a torcida.
Nesta altura da entrevista, quando justificava razões que levaram o Leão a admitir a negociação do local da partida, Yuri Romão começou, de forma espontânea, a apontar fragilidades do próprio estádio.
A Ilha do Retiro não comporta mais jogos do tamanho do Corinthians, do Santos e do Flamengo. Não comporta. Qualquer dirigente que sentar nesta cadeira, que botar o seu “CPFzinho” poderá, no dia seguinte ao jogo, sair daqui algemado – afirmou
“Porque pode haver uma desgraça aqui dentro. Ele (o presidente) é o responsável. Por uma questão estrutural da Ilha”, complementou.
No jogo contra o Corinthians, no último dia 21 de setembro, pela 21ª rodada do Brasileirão, o clube teve que se desculpar com a torcida “por falha operacional” que causou desconforto no público.
A Ilha tem 88 anos. A gente já não consegue fazer botar a capacidade toda. Isso está claro. A gente teve problema com o Corinthians. Quase que teve problema com o jogo do Santos. Então, tem isso também – ressaltou.
Atualmente, após recente atualização do Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), a Ilha do Retiro passou de um público total permitido de 26.345 para 27.325 pessoas. Ainda longe da capacidade máxima da casa rubro-negra, de 32.500 torcedores.
O clube, no entanto, garante que tem no radar a intenção de voltar a fazer novas intervenções no estádio, que foi inaugurado em 1937.
No ano passado, Yuri Romão prometeu, em campanha para reeleição, o retrofit da Ilha do Retiro, uma grande reforma estrutural no estádio, orçada em R$ 620 milhões.
A reforma para o estádio custaria R$ 170 milhões, enquanto R$ 450 milhões seriam destinados para o complexo esportivo.
Em março deste ano, Sport e Prefeitura do Recife fecham acordo de compensação ambiental por projeto de reforma da Ilha. Desde então, não houve mais avanços sobre o tema.
Nota oficial do Sport:
O Sport Club do Recife esclarece sobre as intervenções realizadas na Ilha do Retiro (no ano passado, mencionadas neste texto) não foram feitas obras estruturais de aumento de capacidade e sim a troca do gramado, a construção de uma nova subestação de energia, a troca do sistema de iluminação, essa uma obrigatoriedade para a disputa da Série A, além de melhorias em banheiros e ajustes de algumas saídas de emergência a pedido do Corpo de Bombeiros.
Por Daniel Leal — Recife / Globo Esporte

















