Sem abrir o jogo e adotando cautela, o governador Otaviano Pivetta (União) tratou a escolha do vice para 2026 como uma decisão que ainda está longe de ser tomada. Ao falar sobre o tema nesta segunda-feira (04), ele deixou claro que não pretende antecipar movimentos e que a definição só deve ocorrer quando o cenário político estiver mais consolidado, evitando erros estratégicos.
A postura sinaliza um cálculo político evidente: manter o leque de opções aberto enquanto as articulações avançam nos bastidores. Pivetta indicou que a decisão será construída em conjunto com os partidos aliados, que devem apresentar nomes com potencial eleitoral e capacidade de somar forças ao projeto.
Nos bastidores, a fala também funciona como um recado direto ao meio político, esfriando especulações e disputas antecipadas por espaço na chapa. Ao evitar qualquer compromisso público neste momento, o governador ganha tempo para observar alianças, medir forças e avaliar quem, de fato, pode agregar mais valor político.
Mesmo assim, ele deixou escapar alguns critérios que devem pesar na escolha, como representatividade e força regional. A Baixada Cuiabana, por exemplo, aparece como um dos polos importantes dentro dessa equação, indicando que a decisão não será apenas técnica, mas também estratégica do ponto de vista eleitoral.
“Vice-governador ou vice-prefeito, a gente espera chegar a hora certa para escolher. Porque é bom sempre esperar para os últimos dias, que dá tempo de identificar todas as possibilidades e fazer a melhor opção. E também os partidos que estão nos apoiando, que vão nos apoiar, oferecerem os seus quadros, que têm perfil, para a gente analisar juntos”, afirmou.
Ao ser questionado sobre o perfil ideal, Pivetta foi direto, mas sem fechar portas: “Não obrigatoriamente precisa ser mulher, mas eu gostaria. E sim, a Baixada Cuiabana entra nessa discussão”, concluiu.



























