Parlamentares de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticaram o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a apresentação foi alvo de ao menos dez ações judiciais antes do Carnaval, sob argumento de possível propaganda eleitoral antecipada.
Na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou liminar que pedia a suspensão do desfile, mas alertou que eventuais condutas na avenida poderiam configurar crime eleitoral. Após o aviso, o governo orientou autoridades a evitarem manifestações que caracterizassem प्रचार eleitoral. A primeira-dama Janja da Silva, que cogitava desfilar, permaneceu no camarote ao lado do presidente e afirmou ter tomado a decisão para evitar “possíveis perseguições à escola de samba e ao presidente Lula”.
Depois da apresentação, o Partido Novo informou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado Zucco (PL-RS) e o senador Sergio Moro (União-PR) também defenderam apuração sobre possível abuso de poder político e uso de recursos públicos.
O desfile apresentou a trajetória de Lula desde a infância no Nordeste até a Presidência da República, com referências a fatos políticos recentes e representações de autoridades e ex-presidentes. Após o evento, Lula publicou mensagem nas redes sociais relatando sua participação no Carnaval no Rio, Recife e Salvador, e cumprimentou integrantes das escolas na Sapucaí.

















