A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram, nesta terça-feira (4), a Operação Quimera para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV) que teria movimentado mais de R$ 11 milhões por meio de clubes recreativos e de uma pousada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. As investigações apontam que a organização criminosa utilizava os estabelecimentos para ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas.
A apuração teve início após dirigentes do Social Clube Marabu, no bairro Encantado, denunciarem ameaças para entregar o controle da entidade a pessoas ligadas ao tráfico, além da cobrança de R$ 6 mil mensais para permitir o funcionamento do espaço. Os investigadores identificaram um esquema semelhante no Várzea Country Clube, em Água Santa, onde pessoas de confiança da facção teriam assumido informalmente a administração financeira e operacional do local.
Também é alvo da operação a Pousada Menino do Rio, em Búzios. Apesar de possuir apenas 16 quartos e cinco funcionários, o estabelecimento movimentou cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, incluindo mais de 600 depósitos em espécie que somaram aproximadamente R$ 955 mil. A investigação também aponta que integrantes de um mesmo núcleo familiar movimentaram milhões de reais em contas bancárias, apesar de declararem rendimentos incompatíveis com os valores registrados.
Segundo a Polícia Civil, relatórios de inteligência financeira identificaram transferências entre familiares, empresas e pessoas físicas, além de depósitos em dinheiro e operações fracionadas via PIX, práticas consideradas típicas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. A operação cumpre mandados de busca e apreensão na capital fluminense e na Região dos Lagos, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).



































