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Greve na CPTM leva SP a reforçar transporte e suspender rodízio de veículos

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A greve dos trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), iniciada na madrugada desta terça-feira (4), provocou mudanças na operação do transporte público na Grande São Paulo e levou o governo estadual a adotar medidas emergenciais para reduzir os impactos aos passageiros. Entre as ações estão a abertura antecipada das estações do Metrô às 4h, o acionamento de 128 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), reforço na segurança e a suspensão do rodízio municipal de veículos na capital.

A paralisação atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Nesta manhã, a Linha 11 opera parcialmente entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12 circula entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto seguem sem operação. Já as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa funcionam normalmente, com reforço de trens e equipes para atender o aumento da demanda.

O movimento foi aprovado em assembleia na noite de segunda-feira (3). Os ferroviários protestam contra o processo de concessão das linhas à concessionária Trivia Trens e cobram garantias para a manutenção dos empregos. A mobilização ocorre semanas após o governo reassumir, por 90 dias, a operação dos ramais concedidos, após falhas operacionais e um incêndio em uma composição, enquanto a Artesp apura o cumprimento das obrigações contratuais da empresa.

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A CPTM informou que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil ao sindicato. Segundo o diretor-presidente da companhia, Michael Cerqueira, “Nosso foco é atender a população e nosso esforço está concentrado para garantir que a população possa ter mobilidade diante desta paralisação. Nossa expectativa é que ao longo do dia tenhamos mais colaboradores entrando na escala para que no pico da tarde tenhamos contingente maior.” O governo estadual afirmou ainda que apresentou propostas para preservar os postos de trabalho, mas lamentou a continuidade da greve, alegando prejuízos ao deslocamento de milhares de passageiros.

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