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O mundo em que vivemos hoje será tão diferente de 2000 anos atrás?

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Através da literatura, faço algumas reflexões.

Os gregos explicavam o mundo através dos deuses. Os mitos davam destino aos homens, e assim tudo acontecia, sem muitos questionamentos.

Até a chegada de alguns filósofos trazendo perguntas. Mas foi com a chegada dele — Sócrates, sim, ele mesmo, considerado por muitos o maior filósofo, “pai” de tantos outros , que algo começou a mudar.

Andarilho, não trazia respostas; trazia perguntas. Através dos diálogos, começou a transformar mentes, reunindo discípulos fiéis, entre eles Platão.

Ainda antes de Cristo, Sócrates foi acusado de corromper a juventude e desrespeitar os deuses da cidade. Condenado à morte, aceitou sua sentença, tornando-se símbolo de fidelidade às próprias ideias.

Lendo A República, encontro um diálogo extremamente atual.

Trasímaco defendia:
“A justiça é a vantagem do mais forte.”
Para ele, a injustiça, quando praticada em grande escala, se torna mais forte, mais livre e mais poderosa do que a justiça. O justo serviria ao interesse do mais forte; o injusto, ao lucro e ao benefício pessoal de quem o pratica.

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Sócrates questiona:
A justiça é virtude e sabedoria.
A injustiça é vício e ignorância.

Quem tem razão?

Os tolos ganharam espaço: humor, cursos, curtidas, milhões de seguidores, shows lotados e discursos inversos ao que minha geração , e talvez a sua ,aprendeu a admirar.

Os justos se tornaram “sem graça”, sem narrativa, sem influência, sem plateia. E, quando conseguem algum espaço, muitas vezes são rebaixados pela própria sociedade. E, quando resistem, são ridicularizados.

Mas sem pânico.

Não é preciso mudar de país; a ignorância não mora apenas aqui. Existem forças muito maiores do que aqueles que se julgam fortes. Não temos controle de tudo, nem mesmo quem acredita ter.

O mundo também se recicla.

Tenha calma.
Tudo passa…

Mas Deus permanece.

Verônica Nardez é literata, intelectual, pensadora, contista e colaboradora do GRUPO RDM

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