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Guerra tarifária

“O momento é muito mais de cautela, observar e ver a reação do mundo”, analisa secretário de política agrícola do MAPA

O secretário de política agrícola do MAPA, Guilherme Campos, durante palestra no 18º congresso da ALASA realizado em Brasília na última semana. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

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Para o ex-deputado federal Guilherme Campos, “toda crise é uma oportunidade” e esta causada pela elevação tarifária praticada pelo presidente dos Estados Unidos também o é. “Não pode afobar, tem que ter calma, analisar todos os impactos”, receita ele.

 

Por Humberto Azevedo

 

O secretário de política agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (MAPA), Guilherme Campos, afirmou à reportagem do Grupo RDM que “o momento é muito mais de cautela, observar e ver a reação do mundo”. A declaração aconteceu após ser questionado como avalia as medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, de impor tarifas a mais de 80 países e iniciar uma guerra tarifária contra a República Popular da China.

 

Para o ex-deputado federal, Guilherme Campos, entre os anos de 2007 e 2014, “toda crise é uma oportunidade” e esta causada pela elevação tarifária praticada por Trump não é diferente. “Toda crise é uma oportunidade. Tem que ficar de olho, não pode afobar, tem que ter calma, analisar todos os impactos e aproveitar as oportunidades, que com certeza surgirão”, receita ele.

 

“Tudo o que está acontecendo nos Estados Unidos está sendo acompanhado por todos os setores do governo. O setor do agronegócio brasileiro é o setor que está ramificado por todo o mundo, não é só nos Estados Unidos, está na Europa, principalmente na Ásia, e mede os efeitos de tudo aquilo que está sendo colocado a público pelos Estados Unidos. O momento é muito mais de cautela, observar e ver a reação do mundo”, comenta.

 

“Não é o Brasil que vai fazer algo que vai modificar tudo isso que está acontecendo, mas o Brasil tem que se manter muito tranquilo, porque nós somos, no agro, com certeza o país mais competitivo do mundo e teremos espaço para qualquer uma das reações. Mas, insisto, o primeiro é ter a tranquilidade para avaliar os efeitos disso tudo que está sendo colocado pelo presidente Trump”, complementa.

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ALASA

 

O ex-deputado Guilherme Campos durante debate ocorrido na última semana durante o 18° congresso internacional da ALASA, em Brasília. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

A fala de Guilherme Campos a reportagem do Grupo RDM aconteceu na última quarta-feira, 10 de abril, após representar a SPA do MAPA durante o 18º Congresso Internacional da Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento do Seguro Agropecuário (ALASA). O dirigente ministerial participou do congresso, realizado no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), abordando o tema “experiências internacionais em seguros agrícolas: EUA, China e Brasil” e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

 

O ZARC, coordenado pelo MAPA em parceria com a Empresa brasileira de pesquisa agropecuária (Embrapa), identifica as melhores épocas e regiões para o plantio de diferentes culturas, com base em análises científicas de clima, solo e ciclos de cultivares. O objetivo principal do zoneamento é minimizar perdas causadas por eventos climáticos adversos, como secas, chuvas excessivas ou geadas, sendo um pré-requisito para que produtores acessem benefícios estabelecidos em iniciativas como o Programa de Subvenção Rural (PSR) e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

 

“Esse evento promovido pela ALASA, em parceria e o apoio do Ministério da Agricultura, tem como foco trazer o assunto do seguro rural. Esse assunto que ganha cada vez mais relevância e importância, principalmente em função das mudanças climáticas. Nós estamos vendo como a questão do clima tem influenciado diretamente a atividade do agro, a atividade pecuária, com recorrentes secas, enchentes, chuvas muito fortes, pontuais”.

 

“O ministro Carlos Fávaro que palestrou aqui ontem, foi muito assertivo na sua colocação a respeito da importância do seguro rural para o Brasil. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) tem por finalidade melhorar a qualidade e a disponibilidade de dados e informações sobre riscos agroclimáticos no Brasil e, ao seguir suas orientações, os produtores aumentam a probabilidade de safras bem-sucedidas, reduzindo custos com perdas e otimizando o uso de recursos”, afirmou.

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EXPERIÊNCIA ESTADUNIDENSE

 

Representando os EUA, Tom Zacharias, presidente dos Serviços Nacionais de Seguro de Colheita (NCIS, sigla em inglês), abordou o programa do governo daquele país de seguro de safra, um dos alicerces da política agrícola americana.

 

O programa cobre riscos como eventos climáticos adversos (seca, chuvas excessivas, geadas, granizo), desastres naturais (incêndios, furacões), pragas, doenças, quedas de preço e falhas no plantio, com apólices adaptadas às culturas seguradas.

 

“Com subsídios generosos, parcerias público-privadas e produtos diversificados, o seguro tornou-se indispensável para proteger os agricultores contra a imprevisibilidade do clima e do mercado”, afirmou. 

 

EXPERIÊNCIA CHINESA

 

Já a acadêmica chinesa Ming Zhu apresentou a companhia de seguros de propriedade do pacífico (CPPIC, sigla em inglês), uma das maiores seguradoras de propriedade e casualidade da China. No segmento agrícola, a CPPIC oferece quase 2,9 mil produtos, que cobrem mais de 250 variedades, como grãos de arroz, milho, trigo, oleaginosas de soja, e amendoim, e culturas econômicas como a cana-de-açúcar e o algodão.

 

Apesar de contextos distintos, os modelos adotados no Brasil, EUA e China convergem na busca por soluções que aliam tecnologia, sustentabilidade e proteção ao setor agrícola, essencial para suas economias.

 

“Destaco o Guangxi Sugarcane Project, que moderniza a produção de cana-de-açúcar em áreas tropicais com irrigação eficiente, reciclagem de subprodutos e mecanização”, disse Zhu.

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