Nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o Ministério da Previdência Social após a saída de Carlos Lupi, o ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE) já tinha conhecimento de denúncias sobre irregularidades nos descontos aplicados diretamente em benefícios do INSS. O caso, que hoje é alvo de investigação da Polícia Federal, foi mencionado durante reunião do Conselho Nacional da Previdência Social em junho de 2023.
Na ocasião, a advogada Tonia Galleti, do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), alertou sobre o aumento de reclamações envolvendo descontos automáticos em aposentadorias e pensões por meio de acordos de cooperação técnica com o INSS. Embora tenha insistido para que o tema fosse debatido, o pedido foi negado.
A Polícia Federal investiga fraudes nesse modelo, incluindo falsificação de autorizações e envolvimento de servidores do Instituto. O próprio Sindnapi, que fez o alerta, também é investigado por possível participação no esquema.
Mesmo com os avisos, o Ministério só tomou medidas concretas quase um ano depois, com a exoneração do diretor de Benefícios do INSS e o anúncio de uma auditoria. A lentidão do governo e a falta de transparência agravam a insegurança entre os aposentados, que continuam relatando descontos indevidos e dificuldade para cancelar associações desconhecidas.
A situação aumenta a pressão sobre Wolney Queiroz, que esteve presente quando os primeiros alertas foram feitos, mas não tomou providências até o momento.


















