Um relatório técnico da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo de Rondonópolis aponta que o Rio Vermelho enfrenta níveis historicamente baixos desde 2023, com agravamento durante os meses de estiagem. A situação ameaça o abastecimento urbano, já que o rio é responsável por cerca de 50% da água consumida na cidade.
A recuperação do volume hídrico tem sido lenta, mesmo no período chuvoso. Em fevereiro de 2024, o nível médio do rio caiu para 1,49 m, metade dos 3 m esperados, e, em outubro, chegou a 1,20 m, comprometendo temporariamente a captação de água em alguns pontos da cidade.
O documento atribui a queda da vazão a estiagens prolongadas, chuvas abaixo da média, uso excessivo da água na agricultura, degradação de nascentes e matas ciliares, além dos efeitos das mudanças climáticas.
Com a baixa vazão, cerca de 50% dos bairros já sofrem com fornecimento irregular de água, e o tratamento se torna mais caro devido à maior concentração de poluentes.
Entre as medidas urgentes recomendadas estão a recuperação de áreas de preservação, proteção de nascentes, monitoramento da água, campanhas educativas, incentivo ao reuso e investimento em fontes alternativas de captação.































