O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), lançou um alerta nessa segunda-feira (11) contra pais que, segundo ele, colocam seus filhos em situações de erotização, seja em eventos ao vivo ou escancarando nas redes sociais. Em tom firme e sem poupar palavras, Brunini avisou que o Conselho Tutelar está de prontidão para agir contra os responsáveis e exigiu que as famílias assumam, de uma vez por todas, a responsabilidade sobre a proteção de suas crianças.
As falas ganharam ainda mais força depois que um vídeo do humorista e influenciador Felipe Breassamin Pereira, o Felca, explodir nas redes sociais, reacendendo o polêmico debate sobre a “adultização” de crianças e adolescentes — termo que denuncia a exposição precoce de menores a comportamentos e responsabilidades do mundo adulto, frequentemente ligada à sexualização e à exploração para ganho financeiro online.
“Tome vergonha na cara e aprenda a ser pai e mãe para respeitar toda a autoridade que os familiares deram a vocês para cuidar de seus filhos. Se colocarem seus filhos para exposição, para pornografia ou para a erotização, o Conselho Tutelar vai agir para deter esses pais irresponsáveis”, reforçou.
De forma categórica, o prefeito garantiu que a Prefeitura não coloca um centavo nem dá qualquer respaldo a ações que incentivem a erotização infantil. E foi além: revelou que, diante de qualquer denúncia, a delegada Juliana Palhares, da Secretaria de Ordem Pública, é imediatamente acionada para invadir e encerrar, sem rodeios, eventos suspeitos.
“Não aceito a erotização das crianças nas escolas nem qualquer atividade do município com esse fim. Todas às vezes que houve eventos com menores, nossa delegada foi lá e interrompeu. Tivemos conflito com ‘influencers’ recentemente por causa de festas com menores e bebidas alcoólicas, e não vamos permitir isso no município de Cuiabá”, revelou.
O prefeito afirmou ainda que não é preciso criar “nenhuma lei nova” para frear abusos nas redes sociais. De acordo com ele, a legislação atual já garante meios de punir com firmeza pais e responsáveis que publiquem conteúdos impróprios envolvendo crianças e adolescentes.
“Já existe lei para punir pais e autores de publicações. O que falta é aplicar com rigor. O Conselho Tutelar tem toda a legalidade para agir e nós vamos dar respaldo. Não acredito que a censura seja o instrumento adequado, até porque conteúdos podem se espalhar por outros canais, como WhatsApp e Telegram”, finalizou.


































