O governo de Mato Grosso finaliza o projeto que cria a política estadual de subvenção para companhias aéreas que operarem voos internacionais no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. A proposta está na Casa Civil e seguirá para análise da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) antes de ser encaminhada à Assembleia Legislativa. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Alberto Miranda, o objetivo é inserir o estado “no mapa da aviação internacional”.
O modelo prevê que as empresas apresentem um plano de trabalho detalhando rota, frota, número de assentos e previsão de ocupação. Caso parte das vagas não seja preenchida, o Estado cobrirá a diferença para garantir a viabilidade inicial da operação. O secretário reforça que o mecanismo é técnico e aplicado apenas quando a necessidade for comprovada, destacando que não se trata de renúncia fiscal, mas de incentivo com contrapartidas claras.
A proposta se baseia em experiências de estados como Ceará, Pará, Bahia e Rio Grande do Norte, onde a subvenção ajudou a atrair rotas internacionais sem gerar gastos quando a ocupação superou as expectativas. Miranda afirma que Mato Grosso tem demanda reprimida para destinos nos Estados Unidos, Panamá e Europa e que a tendência é que, após a consolidação dos voos, a subvenção deixe de ser necessária.
Apesar de ser internacional desde 1996 e estar totalmente apto a receber voos comerciais do exterior desde o ano passado, o Marechal Rondon ainda não possui rotas internacionais regulares. O governo avalia que o incentivo é estratégico para impulsionar turismo, negócios e ampliar conexões, aproveitando o potencial do estado em agronegócio, logística e turismo de natureza.
















