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MT avança em modelo para comercialização de créditos de carbono e pode gerar até R$ 1 bilhão

Crédito - Karla Silva

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O Governo de Mato Grosso iniciou a estruturação de um modelo jurisdicional para a comercialização de reduções de emissões de carbono. Como parte do processo, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) promove uma capacitação com representantes de instâncias ligadas à pauta climática, em Cuiabá, para alinhar as próximas etapas do Programa REDD+.

Segundo o secretário-adjunto executivo de Meio Ambiente, Alex Marega, o Estado já possui resultados de reduções de emissões desde 2022, que podem gerar até R$ 1 bilhão em recursos. “Mato Grosso já possui resultados confirmados de reduções de emissões desde 2022, que podem gerar recursos para o Estado na ordem de até R$ 1 bilhão”, afirmou.

O modelo em desenvolvimento prevê a criação de uma estrutura capaz de comercializar os créditos de carbono e garantir que os recursos sejam reinvestidos em ações ambientais e repartidos com comunidades que atuam na preservação. O Estado também trabalha para obter certificação internacional ART TREES, padrão global para o mercado jurisdicional de carbono.

De acordo com a Sema-MT, o planejamento inclui a elaboração de legislação específica e a criação de uma companhia estadual responsável pela gestão dos créditos de carbono. A previsão é de que os procedimentos burocráticos sejam concluídos até o fim de 2026, com início das contratações a partir de 2027.

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A capacitação, que segue até quinta-feira (28) em Cuiabá, reúne representantes de conselhos ambientais, povos tradicionais e organismos internacionais, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O Sistema Estadual de REDD+ foi instituído por lei em 2013 e tem como objetivo reduzir emissões e promover a conservação florestal no estado.

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