O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Vanderson Alves Nunes, conhecido como “Vandinho Patriota”, investigado por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A decisão ocorre após homologação de acordo com a Procuradoria-Geral da República, que substitui o monitoramento por medidas restritivas.
No acordo, Vanderson admitiu envolvimento em associação criminosa ligada às mobilizações que contestaram o resultado das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro. Ele participou de acampamentos em frente a quartéis pedindo intervenção militar.
Entre as condições impostas estão a proibição de uso de redes sociais abertas, a obrigatoriedade de não cometer novas infrações e o cumprimento de 150 horas de serviços comunitários. Também deverá participar de um curso sobre democracia, Estado de Direito e golpe de Estado, com carga de 12 horas.
Apesar das restrições, a decisão gerou reação entre apoiadores em Cuiabá. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Vanderson aparece comemorando a retirada da tornozeleira e afirma: “Depois de três anos pagando por um crime que eu não cometi…”. A exposição levanta questionamentos sobre possível descumprimento das medidas.
O acordo prevê que qualquer violação das condições pode levar à revogação dos benefícios e à retomada de medidas mais severas. O caso seguirá sob monitoramento da Justiça durante todo o período estabelecido.

















