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Maysa considera punição contra Cattani branda e critica voto secreto de deputados

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A vereadora acusa o deputado de ter instigado o ódio nas redes sociais após a publicação de um vídeo

Por  Luíza Vieira, Leiagora 

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) considerou que a decisão da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, que votou pela censura ao deputado estadual Gilberto Cattani (PL), foi muito branda e defendeu que, da próxima vez, os parlamentares votem publicamente.

“Eu acredito que para ele foi irrelevante. Se a ideia era de que essa censura fosse para ser pedagógica, de alguma forma, eu não acredito que o deputado tenha sentido nenhum impacto dessa censura. Eu vi o posicionamento do deputado Júlio Campos a esse respeito, de que ele estava muito insatisfeito, a deputada Janaina Riva também falou que estava muito insatisfeita e para nós dos movimentos de mulheres […] achamos brando demais”, afirmou a parlamentar à imprensa nesta terça-feira (12).

Maysa compõe o enredo de uma nova polêmica na vida de Cattani, e que pode resultar em outro processo contra ele na Casa de Leis. Após ele divulgar um vídeo que resultou em ataques contra ela e sua família, a vereadora encaminhou o pedido de abertura de nova investigação contra o parlamentar à Procuradoria Especial da Mulher da  Assembleia Legislativa.

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No processo anterior, que investigava a conduta do deputado por ter comparado mulheres com vacas, por 3 votos a 2 a Comissão de Ética da AL estabeleceu a ele a censura como punição, uma espécie de repúdio às atitudes do parlamentar. Ao longo desse processo, chegou-se a cogitar até mesmo a suspensão de Cattani do cargo.

Diante do voto secreto na Comissão de Ética, formada pelos deputados Janaina Riva (presidente), Max Russi (corregedor), Diego Guimarães (membro), Júlio Campos (membro) e Elizeu Nascimento (membro), Maysa espera que, desta vez, a Assembleia dê publicidade aos votos.

“Ele tem responsabilidade. Preservar as provas. Eu já fiz preservação de provas na delegacia, mas eu espero que a Assembleia Legislativa também faça a preservação de provas e que eles tomem uma atitude de votar em aberto para a população saber como cada deputado se posicionou”, cobrou.

O corregedor deve apresentar o requerimento da vereadora ainda nesta semana, para análise dos deputados de que se há ou não a necessidade de uma formação de uma nova subcomissão de Ética para investigar esse novo transtorno envolvendo o deputado.

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