MATO GROSSO

CRISE INTERNA

Mauro reage a críticas e tenta conter racha no União Brasil

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O presidente do União Brasil em Mato Grosso, ex-governador Mauro Mendes, afirmou nesta terça-feira (5), em entrevista à imprensa ter ficado “bastante chateado” após ser chamado de “traidor” pelo deputado estadual Dilmar Dal’Bosco durante a convenção da legenda, realizada no fim do mês passado.

 

A declaração escancarou o clima de tensão dentro do partido, que passou a enfrentar divergências entre lideranças após movimentações políticas recentes. Mauro afirmou que a fala de Dilmar foi um momento de desequilíbrio e que o deputado teria cometido um erro ao fazer a acusação.

 

“Claro que eu fiquei chateado. Foi um desequilíbrio emocional dele. Eu acho que ele errou muito quando falou aquilo, porque quando ele diz que nunca viu partido trair partido, fechou os olhos para a própria história do partido em Mato Grosso e para a história política do Brasil”, afirmou.

 

O ex-governador também citou outros episódios de desgaste interno e reconheceu que o grupo político, antes unido, enfrenta uma fase de divisão. Segundo ele, lideranças passaram a defender caminhos diferentes dentro da sigla.

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“Primeiro foi o Jaime, nessa situação da candidatura, depois o Dilmar fez essas falas. Também tem o Max, que está meio chateado com o grupo. É um grupo que estava unido e agora está se dividindo em dois”, declarou.

 

Apesar das divergências, Mauro destacou que busca manter o diálogo e acredita que o tempo será responsável por esclarecer os próximos passos do partido. Para ele, é natural que integrantes de uma mesma legenda tenham interesses diferentes em determinados momentos.

 

“Nada melhor que o tempo. O tempo é o senhor da verdade, é o senhor da história. Neste momento é natural que as pessoas queiram coisas distintas, objetivos distintos. A gente tenta aproximar isso através do diálogo”, afirmou.

 

Mauro finalizou dizendo que, quando houver possibilidade de entendimento, a relação partidária pode ser preservada, mas reconheceu que, em alguns casos, caminhos diferentes podem acabar sendo seguidos pelas lideranças.

 

Na manhã desta quinta-feira (6), Mauro Mendes passou a figurar entre os investigados da Operação Heritage, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos estimado em R$ 308 milhões.

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