Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a avaliar o nome da cuiabana Marina Candia (PSDB) para compor sua chapa presidencial. A movimentação ganhou força em meio à dificuldade do PL para fechar alianças com partidos do Centrão e à busca por uma mulher que ajude a ampliar a aceitação da candidatura entre o eleitorado feminino.
A possibilidade começou a ganhar corpo após notícias publicadas pela CNN Brasil e pelo Metrópoles apontarem que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) sinalizou neutralidade na disputa presidencial, frustrando a expectativa de setores do PL que defendiam uma composição com o PP.
Outro fator seria que o Republicanos tem mantido cautela nas negociações nacionais, dificultando o avanço de conversas com nomes ligados ao partido, entre eles a ex-presidente da Caixa Daniella Marques.
Além disso, o PSDB ainda não definiu apoio a nenhuma candidatura presidencial e tem discutido maior autonomia regional antes de fechar alianças nacionais. Nesse cenário, um nome ligado ao partido, mas sem desgaste eleitoral, passou a ser visto como alternativa de diálogo.
Marina é advogada e administradora, foi primeira-dama de Maceió e é esposa de João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), que deixou a prefeitura da capital alagoana para disputar o governo de Alagoas. Sem experiência em eleições, ela aparece como uma aposta de perfil jovem e com potencial de aproximação com setores mais moderados do tucanato.
A cuiabana também carrega um sobrenome tradicional da política e do agronegócio mato-grossense. Ela é filha do empresário e pecuarista Mário Candia e neta do ex-vice-governador José Monteiro de Figueiredo, o Doutor Zelito.
Nos bastidores de Brasília, interlocutores do PL avaliam que uma vice com origem no Centro-Oeste ajudaria a fortalecer a conexão com o agronegócio, setor considerado estratégico para a campanha. Mato Grosso, principal produtor de grãos do país, é tratado como um dos pilares eleitorais do bolsonarismo.
A movimentação ocorre poucos dias após agendas políticas de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, com encontros com lideranças do PL e representantes do setor produtivo, o que aumentou as especulações sobre uma aproximação mais forte com grupos empresariais e políticos do estado.
Caso a negociação com Marina não avance até o fim das convenções partidárias, o PL mantém outras alternativas internas, como as deputadas federais Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE), nomes ligados à ala mais conservadora da legenda.
Se confirmada a composição, Mato Grosso poderá ganhar protagonismo inédito na eleição presidencial de 2026, colocando uma cuiabana no centro de uma das articulações mais importantes do cenário político nacional.



































